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  • Mateus Cosac

Morning Call - 30/09/2019

O dólar caiu na sexta feira, reduzindo a terceira alta semanal, em movimento que refletiu a melhora de divisas emergentes, embora tenha fraquejado no meio da tarde com notícia de que os EUA estão considerando limitar o fluxo de investimento americano na China. O Ibovespa reduziu a queda ao final do pregão com zeragem de posições vendidas, depois de, mais cedo, ter revertido a alta com o novo lance na guerra comercial. O índice completou a quinta semana seguida de ganhos. Os juros futuros encerraram a sessão regular perto da estabilidade, já que a ata do Copom, o relatório de inflação e as falas do presidente do BC ao longo da semana apenas reforçaram o sinal de que há espaço para mais cortes de juros sem que a alta do dólar ameace a inflação.


No exterior, as bolsas americanas caíram ao menor nível em três semanas com o aumento das tensões comerciais antes das conversas entre autoridades americanas e chinesas programadas para o mês que vem. Os EUA avaliam limitar o fluxo de investimento americano na China, o que teria repercussão de bilhões de dólares atrelados aos principais índices. Entre as opções que o governo Trump está considerando estão a de excluir empresas chinesas das bolsas dos EUA e limitar a exposição dos americanos ao mercado chinês por meio de fundos de pensão do governo. Os mecanismos exatos ainda não foram elaborados e qualquer plano está sujeito à aprovação do presidente, que deu luz verde à discussão. Também se estuda como os EUA poderiam colocar limites às empresas chinesas incluídas nos índices de ações gerenciados por empresas americanas, embora não esteja claro como isso seria feito. O novo movimento dos EUA contra a China não tem precedentes contra um país não-terrorista, mas também é quase impossível de ser aplicado. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse na ONU que o unilateralismo e o protecionismo estão ameaçando a ordem internacional, enquanto “tarifas e provocações minam a ordem econômica global” e podem “mergulhar o mundo em uma recessão”.


O S&P futuro sobe nesta manhã, após funcionários do governo Trump negarem, embora parcialmente, a notícia sobre medidas de restrição financeira à China, que incluiriam a deslistagem de companhias. Sentimento do mercado, contudo, ainda é de cautela e maioria dos ativos tem desempenho misto. Bolsa de Xangai caiu com o temor de restrições à China, que se se sobrepôs à promessa do país de abrir seus mercados. Dólar tem leve alta ante pares do real e petróleo estende baixa. Semana que terá payroll nos EUA começa com agenda externa fraca, enquanto mercado também monitora noticiário sobre pedido de impeachment de Trump. No Brasil, agenda é variada, mas sem maiores destaques na véspera da esperada votação da Previdência em 1º turno no Senado.


Bom dia e boa semana a todos.

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