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  • Mateus Cosac

Morning Call - 30/03/2021

Ontem: A leitura do mercado de que o governo Bolsonaro está promovendo uma reforma ministerial mais ampla e que pode melhorar sua articulação com o Congresso levou o dólar a apagar a alta perto do final da tarde, desfazendo temporariamente movimento anterior causado pelo avanço dos yields e pela demissão do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Entretanto, a moeda logo voltou a subir, sinal de que o cenário não está totalmente claro ainda. O general Braga Netto deverá assumir a Defesa e será substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos como chefe da Casa Civil, segundo duas pessoas a par do assunto. Mais cedo, o chanceler Ernesto Araújo já tinha renunciado, sob pressão por sua atuação na pandemia. O Ibovespa, que tinha chegado a cair com a notícia da saída do ministro Azevedo e Silva, foi sustentado por Petrobras e Vale e fechou em alta de 0,6%. Os juros futuros encerraram sessão regular em alta, sobretudo nos longos, antes de várias notícias sobre outras possíveis trocas de cargos no governo. Tema deve continuar se do monitorado pelo mercado, assim como notícias sobre caminhos possíveis para retirar excessos do Orçamento. Lá fora, o setor financeiro pesou no S&P 500 durante grande parte do dia após as revelações de que bancos como Goldman Sachs e Morgan Stanley liquidaram participações no family office de Bill Hwang, Archegos Capital Management, na sexta-feira, depois que ele não conseguiu atender às chamadas de margem.


Hoje: Mercado avalia reforma ministerial surpresa de Bolsonaro, que pode melhorar relação com o Congresso. Novo chanceler Carlos França é visto no Congresso como mais moderado do que o antecessor, segundo jornais, e ida de Flávia Arruda para secretaria de governo agrada Lira e o centrão menos de uma semana após alerta do deputado. Mudança do general Ramos para a Casa Civil também pode favorecer articulação política, mas não elimina incertezas como a do impasse sobre o orçamento. Mercados globais também geram cautela. Yield do treasury de 10 anos volta a ter alta forte, alcançando 1,77%, e pressiona moedas emergentes, enquanto bolsas europeias avançam. Plano de infraestrutura a ser anunciado amanhã nos EUA e vacinas ampliam otimismo com crescimento, mas trazem junto o receio de inflação. Agenda americana traz confiança do consumidor. No Brasil, saem IGP-M, que deve vir salgado, e Caged, com expectativa positiva, além do resultado do governo central e leilão de NTN-B. Campos Neto participa de evento às 14:00. Noticiário corporativo destaca IPOs da Raízen e GPS, assim como debêntures da Vale.


Bom dia a todos.

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