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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 30/03/2020

Ontem: Os ativos interromperam uma sequência de três dias de alívio diante de uma nova onda de cautela com a pandemia do coronavírus, que elevou o número de casos nos EUA acima dos da China. O dólar chegou a desacelerar a alta após dois leilões de moeda à vista feitos pelo BC à tarde e da aprovação pela Câmara americana do pacote de US$ 2 trilhões em estímulos, sancionado na propria sexta mesmo por Donald Trump. Contudo, voltou a ficar mais pressionado com a notícia de que o Fed vai reduzir o volume de compras de títulos do Tesouro no começo de abril. O mesmo aconteceu com a Bolsa, que acentuou a queda após a informação, embora tenha conseguido registrar alta na semana. Os juros futuros tinham encerrado sessão regular antes disso, com a maioria das taxas mais próximas à estabilidade, depois de altos e baixos. BC brasileiro anunciou medidas destinadas a melhorar a liquidez do sistema bancário, como a de comprar crédito privado, e ajudar pequenas e médias empresas, o que foi bem recebido pelo mercado, mas não desviou a onda externa de cautela. No EXTERIOR, as bolsas americanas terminaram o último pregão da semana em queda, embora tenham registrado altas semanais após a Câmara aprovar o pacote de estímulos de US$ 2 trilhões para combater o impacto econômico do coronavirus. Hoje: Mercados mantêm cautela em meio ao avanço global do coronavírus enquanto monitoram número de casos. Trump abandona sua meta inicial de que americanos deveriam retomar vida normal até a Páscoa. S&P futuro oscila, juros dos treasuries e petróleo caem e dólar se valoriza contra moedas de países emergentes. Além de EUA, Rússia e Japão, que vinham adotando tom moderado ante a crise, também caminham para maior isolamento de sua população. No Brasil, Bolsonaro resiste e volta a causar polêmica ao se encontrar com populares e defender que população volte ao trabalho. Agenda no Brasil destaca Focus, que deve reduzir ainda mais a projeção para a economia, além de IGP-M e governo central. JPMorgan reduz projeção do PIB em 2020 para -3,2%. Mercado mantém no radar eventuais ações do BC e Tesouro para reduzir volatilidade no câmbio e juros, além de medidas do governo. Agenda ainda traz reuniões de Campos Neto com representantes do sistema financeiro. No exterior, EUA têm agenda fraca e PMI da China à noite pode mostrar melhora após forte queda de fevereiro. Bom dia e boa semana a todos.

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