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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 29/11/2018

O presidente do Fed, Jerome Powell, foi o grande driver dos mercados ontem, com sua declaração de que as taxas de juros americanas estão “logo abaixo” da chamada faixa neutra, mais dovish (flexível) do que sua fala de outubro, quando estimava que estavam “muito longe do neutro”. A mudança no discurso foi a senha para interpretações de que o Fed está sinalizando uma pausa na alta de juros mais próxima do que as previsões ou pelo menos um espaçamento. Isso derrubou o dólar, os rendimentos das treasuries e gerou um rali nas bolsas americanas, movimentos que foram acompanhados pelo mercado doméstico. O dólar tombou rapidamente para os R$ 3,83 após a fala, antes de voltar aos R$ 3,85 ao final da sessão. Os juros futuros aceleram a queda e o Ibovespa reverteu baixa, alcançando os 89.250 pontos e aproximando-se de sua máxima histórica.

Lá fora, as bolsas americanas registraram a maior alta em três semanas. O S&P 500 saltou quase 2% e Dow Jones subiu mais de 500 pontos depois da fala de Jerome Powell. O rendimento das treasuries de 10 anos caíram para 3,04% e o petróleo WTI caiu mais de 2%, para nível pouco acima de US$ 50 o barril.

O dólar mantém a queda nesta manhã, o rendimento das treasuries caem abaixo dos 3% e as bolsas europeias sobem, estendendo efeito do discurso de Jerome Powell de ontem. Ata do Fomc e bateria de dados nos EUA também podem influenciar ativos e, no mercado local, leilões de linha pelo 3º dia são fator adicional para o dólar por aqui. Rali externo tem exceção no petróleo, que cai abaixo de US$ 50, e desafia Petrobras, também frustrada pelo Senado, onde divergências seguem emperrando acordo da cessão onerosa. Bolton chega ao Rio para encontro com Bolsonaro, que enfrenta irritação da bancada evangélica.



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