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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 29/10/2021

Ontem: Ativos brasileiros afundaram na turbulência ao final da tarde, com crescimento do receio fiscal -principalmente em torno da incerteza sobre PEC dos precatórios -e com fala de Bolsonaro sobre mudar a política de preços da Petrobras. Taxas de juros futuros, que já tinham disparado ao final da sessão regular, escalaram no after market e ADRs da Petrobras afundaram mais de 6%. O aumento das posições defensivas deu sequência a uma reação desfavorável já desde cedo a um BC considerado dovish, mesmo que tenha acelerado o ritmo de elevação da Selic. O adiamento da votação da PEC para 3 de novembro deixou o mercado inseguro. Sem a aprovação da PEC, uma das saídas poderia ser o governo estender auxílio por meio de crédito extraordinário. Mais cedo, a CNN Brasil noticiou que o governo considerava editar decreto de calamidade pública. O dólar subiu 2%, acima de R$ 5,64, e a taxa de juros para jan/23 beirou os 90 pontos de alta no fechamento da sessão regular, indo acima disso no after market, e indicando uma Selic na data na casa dos 14%aa. Vencimentos médios e longos dispararam e apenas os curtíssimos mostraram queda. A bolsa fechou em baixa de 0,6%, na contramão dos ganhos em NY. Presidente Bolsonaro disse que buscava maneira de mudar lei da política de preços da Petrobras e que empresa tem de dar lucro não muito alto.


Hoje: Bolsas, commodities e moedas pares do real caem no exterior com yields impulsionados por receios de pressões inflacionárias que levem os BCs globais a retirarem estímulos. Inflação e PIB acima do previsto na zona do Euro e resultados frustantes da Apple e Amazon nos EUA reforçam a cautela. No Brasil, persistem as incertezas que fizeram dólar e juros futuros dispararem e a bolsa cair ontem, na contramão do dia benigno no exterior. Após Copom visto como dovish, receios de que a não aprovação da PEC dos precatórios leve a soluções piores em termos fiscais, como prorrogação do auxílio emergencial ou decretação de calamidade, pressionaram os ativos. Além disso, fala de Bolsonaro de que busca mudar sistema de preços da Petrobras e que empresa não deve ter lucro muito alto renovou o temor de intervenção. Estatal anunciou ebitda pouco abaixo do previsto, mas ainda assim muito alto, acima de R$ 60 bi no trimestre, e aprovou dividendo adicional de R$ 31,8 bi. Ebitda da Vale também frustrou estimativas. Agenda traz resultado fiscal, bandeira da Aneel, leilão da Dutra e mais balanços no Brasil. Nos EUA, dados de renda, consumo pessoal e PCE precedem Fomc da próxima semana.


Bom dia e bom final de semana

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