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  • Mateus Cosac

Morning Call - 29/08/2019

A valorização do dólar no exterior ontem conduziu o mercado de câmbio doméstico mais uma vez e também levou os juros futuros à alta, enquanto o mercado seguiu debatendo as novas atuações do BC. O dólar, apesar de não ter repetido os patamares elevados da véspera (R$ 4,19), passou praticamente o dia todo pressionado, encerrando o pregão aos R$ 4,1660. A bolsa reverteu a queda e subiu quase 1%, retomando o patamar de 98.000 pontos. JBS foi destaque após Pilgrim’s Pride comprar britânica Tulip Company e Oi subiu com notícias sobre venda de operações da empresa.


Lá fora, as bolsas americanas subiram com investidores à espera de novos desdobramentos das negociações cada vez mais imprevisíveis entre americanos e chineses. Os recentes pronunciamentos do presidente Donald Trump sobre as questões de comércio geraram a preocupação de que uma resolução se torna cada vez mais difícil. Conversas sobre possibilidade de que EUA intervenham para enfraquecer o dólar voltam às mesas.


Hoje as bolsas externas sobem após a China indicar que não retaliará os EUA, aliviando a tensão com guerra comercial. Commodities avançam e impulsionam ações de mineradoras e petroleiras na Europa. Para os ativos latino-americanos, contraponto negativo vem da Argentina, que pede mais tempo para pagar sua dívida de US$ 101 bi às vésperas de eleição e menos de duas décadas após protagonizar a maior moratória da história. Peso mexicano tem maior perda entre moedas emergentes, enquanto libra estende baixa com Johnson movendo o Reino Unido para o Brexit. PIB americano às 9:30 pode influenciar expectativas com Fed e mover mercados. PIB também é destaque no Brasil, com expectativa de que a economia tenha continuado estagnada no 2º trimestre.


Bom dia a todos.

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