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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 29/07/2019

O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira em leve alta, com fluxo de compras após quedas recentes e a despeito da pressão negativa de Petrobras, que reduziu meta de produção para 2019. A alta de sexta-feira reduziu a terceira queda semanal seguida da bolsa, para 0,6%. O dólar fechou o dia perto da estabilidade, depois de cair na maior parte da sessão, com fluxo e após leilão de linha do BC ter aliviado liquidez do mercado. Os juros futuros encerram a sessão regular perto da estabilidade e com viés de baixa. O mercado sustentou as apostas majoritárias de corte da Selic em 0,50 pp nesta semana.


Lá fora, as bolsas americanas renovaram as máximas com o impulso das ações de tecnologia. A alta mais forte do que a esperada do PIB americano no último trimestre não conseguiu deter as expectativas de que o Fed reduzirá as taxas de juros na próxima semana. O PIB anualizado dos EUA no 2T cresceu 2,1% t/t, ante estimativa de 1,8%, após expansão de 3,1% no trimestre anterior. Consumo pessoal +4,3%, est. 4%, ant. revisado para 1,1%, e o índice de preços do PIB 2,4%, est. 2%, ant. revisado de 0,9% para 1,1%. O petróleo encerrou a semana em alta; ameaças à oferta devido a tensões no Oriente Médio superaram dúvidas em relação a demanda


A semana começa com os mercados externos em desempenho misto, expressando alguma cautela antes da decisão do Fed e outros bancos centrais na semana. Bolsas operam de lado, enquanto rendimentos das treasuries e minério de ferro recuam. Investidores ainda monitoram retomada das negociações EUA x China e tensão entre Irã e Reino Unido. No Brasil, BC divulga pesquisa Focus atualizando previsões para IPCA e PIB dois dias antes da decisão do Copom, que deve cortar a Selic entre 0,25 pp e 0,50 pp, segundo os economistas. No câmbio, BC inicia na quinta-feira a rolagem de swaps de outubro.



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