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  • Mateus Cosac

Morning Call - 29/06/2020

Sexta: A piora do sentimento de aversão ao risco no exterior após novos surtos de coronavírus nos Estados Unidos levou o dólar à terceira alta seguida (R$ 5,48) e o Ibovespa, à maior queda desde o final de abril (-2,2% aos 93.834 pontos). Após Texas e Flórida recuarem da reabertura de alguns estabelecimentos, a preocupação foi amplificada em relação ao progresso da retomada da atividade econômica no país. A busca por proteção levou à alta da moeda no exterior. Internamente, nem mesmo a intervenção do BC, com leilão à vista, foi suficiente para conter a alta do dólar. As preocupações com a trajetória fiscal após medidas para conter o impacto econômico da pandemia levaram o real aos piores desempenhos entre os pares. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não descartou mudanças no teto de gastos, embora veja discussões somente após as reformas. E o presidente Jair Bolsonaro anunciou extensão da ajuda emergencial além da sinalizada anteriormente. Os juros futuros fecharam o dia em alta.


Hoje: Mercados tentam manter rumo favorável ao risco mesmo com marcos do Covid-19 em meio a dados econômicos isolados melhores, como o de lucro das empresas da China. Dólar pausa alta ante principais pares e bolsas alternam ganhos com perdas leves. Coronavírus já provocou 500.000 mortes e contaminou 10 milhões de pessoas globalmente, enquanto ritmo diário de infecções é recorde e Brasil e EUA respondem por 49% dos novos casos, diz OMS. Após três altas seguidas ante real, dólar pode acompanhar alívio externo e BC só faz rolagem de swaps. IGP-M de junho deve acelerar e agenda traz ainda Focus e resultado do governo central. No meio corporativo, BTG precifica units. Nos EUA, agenda leve traz apenas venda de imóveis pendentes em semana com payroll na quinta-feira antes do feriado do Dia da Independência


Bom dia e boa semana a todos.

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