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  • Mateus Cosac

Morning Call - 28/11/2019

O dólar encerrou o pregão de ontem novamente em nível recorde, pelo terceiro dia seguido, mesmo depois de nova intervenção do Banco Central com venda à vista de reservas. A cotação deixou as máximas após a ação do BC no início da tarde, mas se manteve no patamar de R$ 4,25, em meio ao fortalecimento da moeda americana com dados da atividade acima do esperado e com Chile e Colômbia também com novos pisos históricos de suas divisas. Os juros futuros acompanharam de perto o movimento do câmbio e devolveram boa parte da alta vista ao longo da manhã. O Ibovespa engatou na alta das bolsas americanas e foi à máxima cerca de uma hora antes do encerramento do pregão. Varejistas puxam alta do índice com expectativas positivas de vendas na Black Friday. No EXTERIOR, os índices em NY fecharam em novo recorde com a continuidade do apetite ao risco com o andamento das conversas entre EUA e China e o final da temporada de balanços. O PIB dos EUA subiu 2,1% no 3T, acima da estimativa de 1,9%.


O BC anunciou ontem a noite, para hoje, leilão de dólar à vista. É a primeira vez que isso acontece desde que ele começou a vender a moeda sem swaps reversos. Também é a 1ª vez no período que o BC abre o valor do leilão, de até US$ 1 bilhão. Campos Neto fará discurso às 9:30 e espera-se que comente câmbio e também decisão do CMN de limitar juro do cheque especial a 8% ao mês, em aparente contraste com perfil liberal da equipe econômica. Mercado deve ter menos liquidez em dia de feriado de Ação de Graças nos EUA. Bolsas e commodities têm baixa discreta, com sentimento negativo prevalecendo após Trump desagradar a China assinando projeto de apoio a manifestantes em Hong Kong. Noticiário político destaca condenação unânime de Lula pelo TRF-4 no caso do sítio, enquanto Câmara aprova urgência para marco do saneamento.


Bom dia a todos

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