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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 28/10/2021

Ontem: No final da tarde, a poucas horas da decisão do Copom, a curva de juros esvaziou a aposta mais agressiva de alta de 2pp da Selic, mas sem mudar a expectativa de um BC mais duro por causa do desmonte da âncora fiscal e da persistência inflacionária. Muitos ajustes nas projeções, todos para cima, foram feitos desde que o teto de gastos foi flexibilizado para abrigar programas do governo e após o IPCA-15 mostrar inflação acima da esperada, disseminada e persistente. Depois das disparadas vistas nos últimos dias com as mudanças de expectativas, os juros futuros recuaram, incluindo os curtos, com redução das apostas mais exageradas. Os longos cederam com queda global dos yields. O dólar teve comportamento volátil, creditado especialmente à faixa de apostas para o Copom e chegou ao final da tarde em queda, enquanto o Ibovespa encerrou na estabilidade, depois de subir até 1,7% mais cedo. O índice acompanhou a piora das ações em NY.


Hoje: Copom eleva a Selic em 1,5pp, para 7,75%, na maior alta em duas décadas, mas não gera consenso sobre a postura do BC num momento de forte deterioração das expectativas. Alguns analistas viram um tom levemente dovish do comunicado, por estender o foco a 2023 e não ser tão duro no alerta sobre riscos fiscais e inflacionários. Outros viram um Copom equilibrado, por não corroborar as expectativas de um choque de juros, enquanto a indicação de outro aumento igual foi considerada uma nota hawkish. Juros curtos devem cair com alta da Selic pouco inferior ao precificado. No câmbio, há dúvidas se o ritmo da Selic foi acelerado o suficiente para ajudar o real. Mercado externo, que está indefinido nesta manhã, pode reagir à fala de Lagarde após BCE e PIB dos EUA. Leilão do Tesouro, IGP-M e resultado do governo central estão no radar no Brasil, além dos balanços da Petrobras e Vale após fechamento. Na Câmara, governo segue com dificuldades e PEC dos Precatórios é adiada novamente.


Bom dia

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