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  • Mateus Cosac

Morning Call - 28/10/2019

Em dia de cenário tranquilo no exterior e aqui, e com perspectiva de entradas fortes de recursos principalmente com o leilão do pré-sal, o dólar encontrou mais espaço para cair e romper, momentaneamente, o nível psicológico de R$ 4,00 na sexta feira. Os juros futuros foram pelo mesmo caminho, inclusive acrescentando fichas nas apostas de cortes mais profundos na Selic, já que o dólar pode chegar às vésperas do Copom em nível mais baixo do que os R$ 4,05 citados pelo BC nas suas projeções de inflação. Visão majoritária, contudo, continua sendo a de que o Copom cortará a Selic em 0,50 pp na semana que vem. A bolsa subiu pelo quarto dia em cinco, embora sem renovar seu recorde de fechamento, batido três vezes seguidas na semana. O Ibovespa teve alta semanal de 2,5% e o dólar também caiu 2,5% no mesmo período. Lá fora, o S&P 500 se aproximou do recorde com sinais positivos sobre o acordo comercial entre americanos e chineses. Os EUA e a China estão perto de finalizar partes da primeira fase de um acordo comercial que Donald Trump e Xi Jinping devem assinar na cúpula no Chile no próximo mês. O representante de Comércio dos EUA Robert Lighthizer, o secretário do Tesouro Steven Mnuchin e vice-primeiro-ministro chinês Liu He conversaram por telefone nesta sexta-feira.


E a semana começa com o dólar recuando ante a maioria das moedas emergentes com otimismo sobre negociação China-EUA e enquanto mercado espera corte de juros pelo Fed. Libra se fortalece após decisão da UE reduzir risco de um Brexit sem acordo. S&P futuro, ações europeias e commodities oscilam sem tendência clara, mas bolsa de Xangai sobe. Mercados latino-americanos monitoram eleição de Fernández na Argentina, embora o fato tenha sido antecipado pelas pesquisas e provavelmente pelos ativos. Volta da esquerda ao poder é vista como rejeição à austeridade tentada por Macri e BC argentino já começa a restringir compra de dólares. Ambiente no Mercosul se agrava, com Fernández defendendo liberdade de Lula e Bolsonaro dizendo que argentinos votaram mal. Pesquisa Focus é destaque em agenda fraca após mercado aumentar apostas em corte da Selic. BC faz leilão de linha, BMG e C&A estreiam na B3 e Aneel define bandeira vermelha para novembro. Na política, Maia diz que crise no PSL não impede reformas.


Bom dia e boa semana a todos.

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