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  • Mateus Cosac

Morning Call - 28/08/2020

Ontem: A volatilidade marcou os negócios no mercado financeiro ontem, entre o efeito positivo de uma abordagem mais relaxada sobre a inflação por parte do Fed e a apreensão com o risco fiscal interno. O dólar chegou ao final do dia em queda, depois de um bom vaivém e condições técnicas em que qualquer movimento fazia diferença grande nos preços. Os juros futuros reduziram a alta ao longo da tarde, mas poucos vértices longos - e com liquidez fraca - foram capazes de revertê-la, em dia que o Tesouro novamente ofertou grande quantidade de títulos prefixados curtos em leilão. O Ibovespa chegou a subir quase 1%, perdeu fôlego e encerrou a sessão estável. A BR Distribuidora caiu mais de 3% após o conselho da Petrobras aprovar follow-on para a venda da fatia remanescente de 37,5% que a estatal possui na companhia. LÁ FORA, o índice S&P 500 alcançou a máxima histórica após Jerome Powell anunciar nova abordagem de política que assume uma postura mais relaxada sobre a inflação e sobre sua visão de como o desemprego no país pode cair. Segundo ele, o Fed deve buscar inflação em média de 2% ao longo do tempo.


Hoje: Dólar pode ampliar queda semanal nesta sexta-feira à medida em que o índice da moeda americana no exterior caminha para recuo mais forte em três meses. Mercado se ajusta à sinalização feita ontem por Powell de política monetária branda por mais tempo e postura mais tolerante com inflação. S&P futuro e metais sobem. Bolsa de Tóquio recua com renúncia do prêmie Shinzo Abe. No Brasil, expectativa é que Guedes leve a Bolsonaro apenas a prorrogação do auxílio emergencial e deixe para depois o polêmico Renda Brasil. Agenda carregada ainda traz déficit do governo central de julho, com expectativa de queda ante recorde de junho, IGP-M e taxa de desemprego, ambos com estimativa de alta, além de dados de crédito. Nos EUA, rendas e despesas pessoais são destaques. Onda de IPOs prossegue com BV e Havan.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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