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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 28/08/2019

Em mais um dia de bastante volatilidade, quem roubou a cena mais uma vez foi o dólar. Uma rápida aceleração da moeda americana no início da tarde, rumo aos R$ 4,20, foi interrompida por uma atuação surpresa do BC com a venda de dólares à vista - desta vez sem a contrapartida do swap reverso -, o que jogou as cotações para baixo e os juros futuros para cima. Nos juros, a primeira leitura, foi de que o BC poderia estar sinalizando um ciclo menor de cortes da Selic. Ao final da sessão, com a atuação da autoridade ainda sob avaliação, o dólar operava em queda (R$ 4,15) e os juros apararam a alta. Outra análise aponta que o BC pode não estar preocupado com o nível do dólar e nem pretende mudar sua estratégia de política monetária. O objetivo seria concentrar-se na redução das reservas internacionais, como sinalizou o ministro Paulo Guedes no passado. Antes do leilão, em depoimento na CAE do Senado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que o real não vinha mostrando movimento atípico em relação a outros emergentes. O Ibovespa alternou altas e baixas, antes de fechar com avanço de quase 1%, na primeira alta em 4 dias.


Em NY, bolsas fecharam em queda com dúvidas de investidores sobre o estágio das conversas entre americanos e chineses. Autoridades chinesas avaliam que a credibilidade de Trump tornou-se o principal obstáculo para a China chegar a um acordo. A fala do presidente americano na reunião do G7 sobre a retomada das negociações gerou impulso momentâneo às ações, porém integrantes do governo chinês demostraram desconhecer tal contato.


Hoje os futuros em NY amanhecem subindo modestamente e o dólar de lado. Aqui dentro, com o câmbio pressionado no exterior, o mercado vai monitorar possíveis novas atuações do BC. Leilão conjugado de spot e reverso e o regular de swaps estão mantidos, depois da atuação de ontem inesperada. Agenda fraca aqui e no exterior destaca dados de crédito, com estimativa de desaceleração, e dívida federal, além do fluxo cambial. No Congresso, comissão deve ler relatório da reforma da Previdência, que terá mudanças, mas com economia maior após inclusão de estados e municípios.


Bom dia a todos.

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