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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 28/02/2020

Ontem: A volatilidade foi a tônica dos mercados nesta quinta-feira, mas ao final da tarde a aversão ao risco se elevou no exterior, posicionando o S&P 500 para a pior semana desde a crise financeira de 2008. O novo gatilho foi a notícia de mais de 8.000 pessoas monitoradas na Califórnia por sinais de exposição ao vírus após viagens à Ásia. Aqui, o dólar tocou R$ 4,50 pela primeira vez, desacelerou a alta e depois retomou o avanço, enquanto a bolsa perdeu o patamar dos 105.000 pontos, sucumbindo ao exterior, mesmo com bancos em alta. Os juros futuros acompanharam o movimento do dólar até certo ponto, sem engatarem novamente uma alta quando a moeda voltou a ficar pressionada. A leitura foi de que uma desaceleração do crescimento global poderia abrir espaço para o BC cortar a Selic mais adiante. Desconforto político após últimos episódios que pareceram confrontar Executivo e Legislativo também começou a fazer preço nos ativos. Ministério da Saúde informou que Brasil tem 132 suspeitas de coronavírus e número deve crescer. No EXTERIOR, a noticia para o agravamento da crise foi a de que o governador da Califórnia dizer que o estado estava monitorando 8.400 pessoas com suspeitas de exposição ao vírus após terem viajado para a Ásia. O surto tem potencial para se tornar uma pandemia e está em estágio decisivo, disse a OMS. Para o Bank of America, a economia global está a caminho do ano mais fraco desde a crise financeira, já que o vírus prejudica a demanda na China e em outros países. Goldman Sachs disse que não espera crescimento de lucro para as empresas americanas. Mais cedo nos EUA, dados de PIB saíram em linha e pedidos de bens e mostraram queda inferior ao previsto em janeiro.


Hoje: Cresce o temor de uma epidemia global do coronavírus com o alto número de pessoas em análise do Brasil aos EUA e a confirmação do primeiro infectado na Nigéria, além do aumento do número de casos na Coreia do Sul e em outros países. Bolsas europeias desabam mais de 3%, após DAX perder mais de 5% na mínima, enquanto dólar tem alta forte contra moedas emergentes e commodities estendem baixa. Banco Central oferta US$ 1 bi em swaps, após atuação de mesmo volume ontem não ter impedido câmbio de testar R$ 4,50, e também faz rolagens de swaps e linha. Bolsonaro diz que lamenta alta do dólar, mas não interfere no BC. Agenda traz desemprego e resultado fiscal no Brasil. Saem ainda dados de rendas e gastos pessoais nos EUA e PMI na China nesta noite pode mostrar queda aguda.


Bom dia a todos.

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