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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 27/11/2018

O dólar surpreendeu ontem com uma alta de 2,7%, encerrando o dia na máxima, cotado a R$ 3,9337, no maior nível desde 2 outubro, antes do 1º turno das eleições. O movimento puxou os juros futuros para cima e empurrou a bolsa para baixo. O real já vinha com uma performance pior do que os pares emergentes desde cedo por conta do anuncio do general Carlos Alberto dos Santos Cruz para a Secretaria de Governo. O mercado não gostou da nomeação de um general para a função de articulação política, apesar de fontes do novo governo dizerem que o deputado Onyx Lorenzoni vai ser o responsável pela articulação. O movimento, majoritariamente local, acabou por se intensificar à tarde, com moeda americana passando a se fortalecer também no exterior e com piora das divisas emergentes.

Lá fora, as bolsas americanas subiram, lideradas pelas ações de tecnologia que tanto perderam nos últimos dias, agora com investidores mais confiantes no progresso de dois temas que sacudiram os mercados recentemente, o Brexit e o déficit orçamentário da Itália. O petróleo teve o maior avanço em cinco meses, enquanto os maiores exportadores do mundo se preparam para discutir a oferta global. Os futuros do petróleo WTI subiram até 3,6% após queda de 7,7% na sexta-feira.

Hoje o BC ofertará até US$ 2 bi em linha para dar liquidez após o dólar superar os R$ 3,93, na maior alta desde o caso JBS. No exterior, bolsas oscilam e commodities recuam após Trump renovar ameaça de tarifa sobre China. Dólar sobe ante maioria das moedas, mas pares do real se sustentam. No plano doméstico, esperança de notícia positiva vem de tentativa de Guedes de viabilizar cessão onerosa via TCU. Reajuste de ministros do STF pode ser repassado ao Legislativo.




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