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  • Mateus Cosac

Morning Call - 27/10/2020

Ontem: Os ativos brasileiros conseguiram resistir bem à piora externa vista nesta segunda-feira, quando o S&P 500 mostrou a maior queda em um mês, devido à preocupação com o aumento dos casos de coronavírus e chances menores de um pacote de estímulos nos EUA antes das eleições. O dólar operava estável ao final da tarde, enquanto os juros futuros longos fecharam sessão regular também próximos à estabilidade, depois de terem disparado na sexta-feira com o IPCA-15 salgado. Ajustes e proximidade da reunião do Copom, que poderá alterar comunicado para um tom mais hawkish (duro), foram apontados por analistas como justificativas para a resiliência. Na Bolsa, que fechou em queda modesta e conseguiu manter o patamar dos 101.000 pontos, a resistência foi alimentada por expectativas positivas para os balanços do terceiro trimestre.


Hoje: Santander tem alta forte no mercado europeu após lucro superar as estimativas. Banco espanhol também divulga balanço da unidade local, com lucro trimestral de R$ 3,8 bi, que, se for bem avaliado, será um sinal positivo para os bancos brasileiros, que também têm subido na B3 diante de expectativas favoráveis. Bolsas europeias caem com receios sobre retomada da covid contrastando com bom desempenho do setor financeiro, enquanto S&P futuro tenta reação após queda forte das bolsas em NY ontem. Metais sobem e moedas têm desempenho misto. Mercado brasileiro, que ontem resistiu à piora no exterior, monitora oferta de NTN-B, que teve colocação facilitada semana passada por ajuste feito no leilão pelo Tesouro - o qual ainda divulga dado da dívida hoje. IPC-Fipe acelera inesperadamente, com despesas pessoais e alimentação subindo mais de 2%. Bolsonaro se reúne com setor de soja e deve discutir alta do preço do óleo. Nos EUA, agenda destaca dados de bens duráveis e da Conference Board, ao passo que busca de acordo sobre estímulo prossegue.


Bom dia a todos.

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