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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 27/08/2019

O exterior ainda avesso a moedas emergentes, em meio às incertezas da guerra comercial EUA/China, e mais uma série de notícias locais foram os responsáveis por mais um dia bem ruim para os ativos domésticos ontem. O dólar e os juros futuros reagiram negativamente à fala de Bolsonaro pela manhã de que alguém próximo a ele seria alvo de uma “falsa acusação”. Depois disso, mas com menos impacto do que a expectativa em relação à fala do presidente, veio a pesquisa CNT/MDA mostrando que a avaliação negativa do governo subiu 20 pontos. A bolsa, que já vinha caindo, ainda piorou, atingida por mau humor com a queda de até 30% de units do BTG em meio a notícias de supostas irregularidades em operações financeiras do banco. No índice, a B3 liderou a ponta negativa após cair quase 5%. No final do dia, o dólar subiu mais de 1% encerrando o pregão aos R$ 4,1592, maior nível de fechamento desde setembro do ano passado, período pré-eleitoral. O Ibovespa caiu 1,27% aos 96.429 pontos, descolando das bolsas americanas.


No exterior, as bolsas americanas subiram com investidores apostando em declarações positivas de líderes dos EUA e da França sobre as perspectivas para um acordo comercial entre americanos e chineses. Donald Trump disse que as conversas com a China estão melhores do que em qualquer momento desde o início das negociações e Emmanuel Macron mencionou avanço nos entendimentos entre os dois países. No entanto, um influente executivo de mídia chinês levantou dúvidas sobre o real progresso das negociações, o que fez o petróleo reverter alta. Rendimentos das treasuries subiram para 1,53% e o índice dólar avançou.

Hoje o mercado externo mantém comportamento cauteloso, com bolsas de lado e baixa das moedas emergentes. Após alívio com postura conciliatória de Trump na véspera, sentimento se mantém frágil diante da percepção de que momentos de calmaria anteriores foram sucedidos por súbitos recrudescimentos da guerra comercial. Agenda traz dado de sentimento do consumidor nos EUA, após PIB mostrar Alemanha à beira da recessão. No Brasil, o fiador das reformas, Rodrigo Maia, nega ter recebido pagamentos não autorizados, enquanto Planalto rejeita ajuda do G-7 para Amazônia.


Bom dia a todos.

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