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  • Mateus Cosac

Morning Call - 27/05/2021

Ontem: A melhora na percepção de risco no exterior e também no âmbito doméstico proporcionou um dia de ganhos para os ativos brasileiros e de alta nas bolsas de NY. Lá fora, continuam gerando alívio as falas em tom dovish de dirigentes do Fed, na linha de que pressões inflacionárias seriam transitórias e que estímulos não precisam ser removidos tão rapidamente, o que tem gerado sequências de baixas nos rendimentos dos títulos dos EUA e de outros países. Aqui, o IPCA-15 abaixo do esperado seguiu ecoando nas taxas de juros, que renovaram queda, apoiadas também em dados fiscais melhores do que previsões, algum andamento de reformas em Brasília e interrupção na escalada das commodities, com China tentando conter a alta dos preços. Caged mais fraco que o estimado corrobora com menor pressão inflacionária. O dólar cedeu de forma moderada e o real ficou entre os quatros melhores desempenhos em cesta de emergentes. O Ibovespa subiu quase 1%, chegou a tocar os 124.000 pontos outra vez, mas fechou levemente abaixo disso. Destaque para avanços da Vale, bancos e Azul, que subiu 11% com notícias de que pretende comprar operações da Latam no país.


Hoje: Juros futuros reagem ao leilão de títulos prefixados e LFTs um dia após Tesouro elevar fatia dos papéis atrelados ao IPCA e Selic na dívida. Governo central, com estimativa de superávit, e taxa de desemprego, que tem previsão de alta, também podem influenciar apostas nos juros depois que o IPCA-15 e Caged abaixo do previsto ajudaram a derrubar os juros nos dois últimos dias. Alívio fiscal combinado a uma atividade ainda fraca poderiam reforçar a visão de ajuste monetário parcial. Nos EUA, mercado busca em dados do PIB, auxílio-desemprego e bens duráveis pistas quanto aos estímulos, que o Fed tem prometido manter mas sem descartar um debate iminente sobre reduções. Antes dos indicadores, mercados globais têm desempenho misto. Futuros das bolsas em NY recuam, enquanto moedas emergentes têm ganhos modestos. Minério de ferro reage após entrar em bear market. Agenda ainda traz CMN e Guedes em evento com indústria. Esteves elogia reformas enquanto jornais destacam ameaça de 3ª onda na pandemia.


Bom dia a todos.

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