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  • Mateus Cosac

Morning Call - 27/05/2020

Ontem: A forte queda do dólar no mundo, em meio às expectativas de retomada das economias e especulações sobre vacina, teve efeito direto no câmbio doméstico, onde a moeda chegou a cair 2% e operar abaixo de R$ 5,34, na quinta queda consecutiva. Os juros futuros acompanharam o movimento do câmbio mais de perto durante a manhã, porém à tarde arrefeceram a baixa - e alguns vértices passaram a subir - diante de notícias no campo da política com potencial de aparar o otimismo do mercado. O depoimento de Paulo Marinho na Polícia Federal e o discurso de Rodrigo Maia em defesa das instituições, que denotou preocupação com a tensão entre os Poderes, foram apontados como motivos para certa cautela. A bolsa encerrou a sessão perto da estabilidade, com investidores realizando lucros. LÁ FORA, as bolsas americanas reduziram a alta a tarde com notícia de que o governo Trump avalia sanções contra autoridades chinesas contra a proposta de uma lei de segurança nacional que restrinja direitos e liberdades de cidadãos em Hong Kong. O ambiente positivo foi sustentado, no entanto, pela visão de investidores de que o pior dos danos causados pela pandemia já tenha passado, diante do início da retomada da atividade econômica em diferentes países.


Hoje: Rali global dos ativos de risco, que ontem ajudou o dólar a completar cinco sessões de queda ante o real, prossegue nesta quarta-feira, embora de forma parcial. Bolsas sustentam alta, embaladas por sinais de retomada da economia e alívio na pandemia em vários países, enquanto minério de ferro reage após queda recente. O viés positivo é contrabalançado pelo receio de sanções dos EUA à China, que tira força de algumas moedas emergentes e ajuda a interromper alta do petróleo. No Brasil, Bolsonaro promete veto ao reajuste aos servidores hoje, no final do prazo, em meio a um noticiário político que segue carregado após alívio gerado pelo vídeo da reunião ministerial. PF faz outra operação. Outro destaque é o Caged, que pode mostrar perdas de empregos com o coronavírus, reforçando cenário de baixa atividade propício a mais alívio monetário. Ontem, deflação ampliou precificação de corte de 0,75 pp, mas aposta em -0,50 pp seguiu majoritária. Governador de SP deve anunciar início da flexibilização do isolamento e shoppings retomam operações em Brasília, mas Ministério da Saúde ainda vê curva ascendente da Covid. Agenda econômica também traz dado de dívida aqui e Livro Bege nos EUA.


Bom dia a todos.

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