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  • Mateus Cosac

Morning Call - 27/03/2020

Ontem: Ativos globais engataram o terceiro dia seguido de recuperação, ainda nutrindo o otimismo de que medidas de estímulos em todo mundo consigam minimizar os impactos do coronavírus sobre a atividade. A aprovação de um pacote de US$ 2 trilhões pelo Senado americano e o programa de compra de títulos pelo BCE continuaram incentivando essa esperança e o apetite ao risco. O mercado brasileiro não foi uma exceção, mas os ativos locais moderaram ganhos à tarde, em meio à cautela sobre possível lockdown e às dúvidas sobre o que governo fará para evitar danos maiores ao crescimento, ao mesmo tempo em que cresce a percepção sobre a desarticulação do Executivo com o Congresso e os governos estaduais. Depois de atingir mínima de R$ 4,9743 às 11:30, o dólar retomou nível R$ 5,00 no final do dia. O Ibovespa chegou a subir mais de 5% e moderou alta para 3,7% no fechamento. Os juros futuros curtos subiram com ajuste de posições e os longos recuaram com devolução de prêmio de risco por exterior mais ameno. Banco Central revisou para zero sua estimativa de crescimento do PIB neste ano, diante da perspectiva de desaceleração da demanda doméstica. No EXTERIOR, apesar do número recorde de pedidos de seguro-desemprego, as bolsas americanas subiram por conta da aprovação do pacote de US$ 2 trilhões. Hoje: Sinais de retomada do apetite por risco podem ser novamente testados diante do avanço contínuo da pandemia, que passa a ter seu epicentro nos EUA, maior economia do mundo. S&P futuro e bolsas europeias voltam a operar em baixa nesta manhã. A disseminação do vírus -- com casos aumentando em quase 500 em um dia no Brasil -- e seus impactos econômicos continuam no centro das preocupações. Devido à queda do petróleo e também à pandemia, S&P rebaixa o rating do México e a moeda do país lidera perdas entre divisas emergentes. Juros dos treasuries recuam com maior aversão ao risco e Índia corta taxa de juros. Agenda nos EUA destaca Sentimento de Michigan de março, após pedidos recordes de seguro desemprego ontem ajudarem a enfraquecer o dólar. No Brasil, saem números de crédito ainda anteriores à crise e BC faz operação compromissada envolvendo título soberano em moeda estrangeira. Em ação contra a crise, CMN abre mais espaço às fintechs e Caixa reduz juro. BRF e Gafisa se juntam a empresas que têm recomprado ações após sell-off. Bolsonaro segue instando polêmica ao defender menos isolamento das pessoas e menores restrições econômicas. Bom dia e um bom final de semana a todos.

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