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  • Mateus Cosac

Morning Call - 27/02/2020

Ontem: O ajuste verificado ontem nos ativos locais foi bastante consideravel, conforme antecipamos na vespera. Apesar de a abertura ter sido bem melhor do que o

que se imaginava, ao longo do dia o que se viu foi o dólar aos R$ 4,44, os juros futuros em alta e a bolsa aos 106.000 pontos, depois de ter fechado na sexta-feira acima de 113.000. Foi a maior queda desde 18 de maio de 2017, com a crise da JBS diante da divulgação de áudios de Joesley Batista. Para o mercado de câmbio, segundo analistas, o resultado teria sido pior se o BC não tivesse anunciado, desde antes da reabertura dos negócios, leilões de US$ 1,5 bi em swaps cambiais. Ainda assim, o dólar renovou o recorde intradiário e também para nível máximo histórico de fechamento. No EXTERIOR, as bolsas americanas operaram perto da estabilidade após perdas dos últimos dias. Embora autoridades americanas tentassem aliviar a preocupação com o vírus antes de fala de Trump sobre o tema, o presidente dos EUA e seus conselheiros consideraram o coronavírus uma ameaça séria à saúde que justifica uma resposta completa, mas avaliam o risco do vírus nos EUA como mais comparável à gripe em termos da taxa de mortalidade.

O surto de coronavírus que começou na China e se espalhou pelo mundo pode se tornar uma pandemia, alertou Peter Marks, chefe do Centro de Avaliação e Pesquisa em Biologia da Food and Drug Administration.

Na China, uma série de indicadores preliminares da economia em fevereiro confirma que o surto de coronavírus afetou a produção e o consumo, já que as fábricas ainda operam abaixo da capacidade e o transporte é limitado.

O petróleo retomou nível abaixo de US$ 50,00.


Hoje: A tensão com o coronavírus não dá trégua. Bolsas europeias caem mais de 1,5% e S&P futuro mostra forte volatilidade com aumento do receio de uma epidemia global, apesar da tentativa do presidente Trump de não alarmar a população. Busca por proteção derruba os yields dos treasuries e valoriza o iene. Microsoft se soma a companhias que já fizeram alerta sobre impacto do surto em resultados. AB InBev prevê queda em lucro e vendas de sua subsidiária brasileira Ambev decepcionam. No câmbio, BC oferta US$ 1 bilhão em swaps após US$ 500 mi terem sido insuficientes ontem para evitar novo recorde do dólar, que ronda os R$ 4,50. Agenda pesada inclui governo central, IGP-M e leilão do Tesouro no Brasil, PIB e bens duráveis nos EUA. Segundo o Valor, BC vê impacto incerto do vírus sobre inflação. Na política, governo teme que tensão com Congresso afete agenda econômica.


Bom dia a todos.

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