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  • Mateus Cosac

Morning Call - 27/02/2019

O dólar manteve-se em alta ontem durante a maior parte da sessão, colado ao movimento externo, em dia em que o foco doméstico estava voltado para sabatina do indicado à presidência do BC, Roberto Campos Neto, na CAE do Senado, além do testemunho de Jerome Powell, do Fed, no Congresso dos EUA. Ao final da tarde, no entanto, a moeda americana chegou a cair - na medida em que o Índice Dólar ampliava a queda às mínimas do dia - e encerrou próxima à estabilidade. A fala de Campos Neto foi vista no mercado com neutra e em linha com ideia de continuidade da política de Ilan Goldfajn. No mercado de juros, quando muito, as declarações do indicado ao BC fizeram o mercado limar uma boa parte da alta vista no começo da sabatina, quando investidores talvez se protegessem de alguma surpresa. Powell, tampouco, deu declarações que pudessem mostrar alguma tendência - de novos aumentos ou cortes nos juros americanos. O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 0,37% aos 97.602 pontos.

Lá fora, bolsas americanas encerraram o dia em queda leve, enquanto investidores tentavam ver com algum otimismo o testemunho do presidente do Fed, Jerome Powell, no Congresso. Powell falou sobre política monetária e saúde da economia americana. Os principais índices recuaram com o alerta de que crescimento parece desigual, mas se recuperaram com especulação de que o Fed se manterá em modo de espera. A libra se valorizou após a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, confirmar que avalia plano para adiar o Brexit.

Hoje as bolsas amanheceram em queda moderada com a notícia de que o Paquistão derrubou dois caças da Índia, elevando tensão entre dois países que já estiveram em guerra. Por ora, variações dos mercados são modestas e rúpia indiana cai apenas 0,3%. Agenda externa variada traz nova fala de Powell e dados de pedidos às fábricas e bens duráveis nos EUA, além de PMI chinês à noite. No Brasil, BC faz leilões de linha no câmbio após dois dias de estabilidade do dólar. Entre indicadores econômicos, saem números de desemprego - com previsão de alta -, e resultado fiscal do governo central já sob comando de Bolsonaro, além do IGP-M e dados de crédito. Na cena corporativa, destaque é o balanço da Petrobras, que sai após o fechamento. Raia compra a Onofre. Noticiário político segue destacando os obstáculos, em geral esperados, para a reforma da Previdência, com pressões variadas por mudanças em pontos da PEC vindas da própria base aliada.




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