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  • Mateus Cosac

Morning Call - 27/01/2020

A aversão a risco acabou se impondo nos mercados internacionais na sexta feira, com reflexos diretos no brasileiro, depois que novos casos de contágio com o coronavírus ganharam o noticiário dos EUA e antes que a França confirmasse dois casos de infecção, os primeiros da Europa. Os investidores, que pela manhã detinham o foco em resultados corporativos e dados econômicos, passaram a correr para ativos considerados mais seguros, o que levou a um rali dos títulos americanos, com correlata queda das taxas, e provocou queda forte nas bolsas. Dólar chegou a superar R$ 4,19 e fechou a quarta alta semanal seguida. Vale liderou a queda do Ibovespa, que também foi afetado pelo setor financeiro. Já os juros futuros alternaram altas e baixas leves ao sabor de declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, e encerraram sessão regular perto da estabilidade. No EXTERIOR, as bolsas americanas caíram em meio a preocupações com a disseminação do coronavírus. O petróleo teve a maior queda em mais de um ano e o ouro subiu.


A semana começa as bolsas e commodities despencando após o aumento de mortes e decisão da China de estender feriado elevarem os receios de impacto de vírus na economia global. Com risco de menor demanda chinesa por metais, mineradoras têm maior queda entre ações na Europa. No Brasil, ação da Vale ainda pode sofrer após a empresa elevar nível de alerta em Gongo Soco com fortes chuvas em MG. Aversão ao risco pressiona moedas e derruba juros das treasuries. Agenda pesada da semana terá balanço da Apple e saída do Reino Unido da EU, começa com dado de moradias nos EUA. Aqui, contas externas, Focus e estreia das ações da Minerva devem ter atenção minimizada pelo quadro externo. Ainda na Índia, Bolsonaro diz que reforma administrativa está quase pronta.


Bom dia e boa semana a todos.

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