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  • Mateus Cosac

Morning Call - 26/12/2018

A volatilidade externa observada ao longo da semana passada não deu trégua nem na última sessão antes do Natal. O dólar subiu na sexta, encerrando a semana aos R$ 3,90, em consonância com mercado internacional de moedas, onde o real situou-se entre os piores desempenhos em cesta de divisas emergentes. Ainda assim, o dólar mostrou a 1ª queda semanal em 8 semanas. A bolsa manteve certa resiliência (+0,5% aos 85.697 pontos), embora tenha reduzido avanço à medida que NY ampliava a queda. Contudo, o Ibovespa rumou para a 3ª semana seguida de perdas. Já o mercado de juros futuros foi o menos atingido pela turbulência. Após mais um índice de preços com deflação, as taxas caíram com reforço do cenário de inflação baixa, expectativas ancoradas e tranquilidade mostrada pelo BC para política monetária.

Nos EUA, seguiu-se o impasse em relação à aprovação do orçamento, cujo prazo expiraria a poucas horas do encerramento dos mercados, em meio à pressão de Trump por financiamento para o muro na fronteira com o México. A ameaça de paralisação parcial do governo americano era mais um fator que se somava à lista de preocupação para os investidores que inclui ainda aumento dos juros pelo Fed e cenário de crescimento global mais lento.

A semana mais curta deve começar com ajustes por aqui. O Ibovespa deve se ajustar à sessão dramática da véspera do Natal, quando o S&P caiu -2,7% com críticas de Trump ao Fed elevando a volatilidade e se somando ao receio com o shutdown. Petróleo despencou -6,7% em Nova York no dia 24, enquanto as moedas destoaram do nervosismo geral. Nesta manhã, mercados ensaiam respiro após Trump manifestar confiança no secretário do Tesouro, mas tendência segue incerta. No câmbio doméstico, BC oferta US$ 2 bi em leilões de linha. Pesquisa mostra otimismo com Bolsonaro, que reforça promessa de desregular a economia e tentará manobras para acelerar reformas.



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