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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 26/11/2021

Ontem: A leitura do mercado de um BC “dovish” desde a fala de ontem de Roberto Campos Neto prevaleceu também nesta quinta-feira, a despeito de um IPCA-15 acima das previsões e com núcleos pressionados, embora com alguma moderação em serviços e desaceleração em alimentos. Os juros futuros reagiram em queda ao dado, mas o movimento perdeu força à tarde e as taxas dos contratos longos passaram a subir, em espaço aberto à volatilidade pela fraca liquidez do dia por feriado de Ação de Graças nos EUA. Notícias sobre dificuldades do governo para aprovar a PEC dos precatórios no Senado trouxeram algum desconforto e contribuíram em parte para alta dos juros longos, assim com a busca por hedge de investidores após leilão do Tesouro, que não vendeu toda a oferta de prefixados. Petrobras liderou a alta do Ibovespa com a nova política de dividendos e de projeções de investimento que foram bem recebidas por analistas. Dólar operou em queda o dia todo e real situou-se entre os melhores desempenhos em cesta de emergentes. A Câmara aprovou Auxílio Brasil e o texto vai para Senado agora.


Hoje: Descoberta de nova cepa do coronavírus na África do Sul derruba os mercados globais no retorno do feriado nos EUA. Algumas bolsas europeias chegam a cair mais de 3% com receio de que retomada da pandemia traga de volta os bloqueios econômicos. Commodities e moedas emergentes cedem e juros dos treasuries e títulos europeus despencam com redução das apostas em altas dos juros dos principais BCs globais. Agenda é vazia no exterior. No Brasil, Campos Neto fala em evento e se reúne com bancos. BC divulga dados de crédito e Aneel define bandeira de energia. Black Friday testa o pulso do comércio. No Congresso, Auxílio Brasil, venda direta de etanol e lei da cabotagem avançam, mas mercado se preocupa com sorte da PEC dos precatórios na próxima semana.


Bom dia e bom final de semana

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