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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 26/11/2019

O dólar encerrou o pregão de ontem em nível recorde, depois de encostar em R$ 4,22 durante a tarde, na esteira da piora de moedas emergentes, que se somou ao desconforto do mercado com números ruins do balanço de pagamentos brasileiro divulgados pela manhã. Analistas não gostaram de ver dados de conta corrente apontando para déficit de 3% ao final do ano e investimento estrangeiro pior do que esperado, sem que a economia tenha ganhado tração na recuperação. Os juros futuros foram afetados pela alta do dólar e subiram. O Ibovespa não conseguiu acompanhar o bom humor das bolsas em NY, com reação negativa dos investidores à notícia de que o governo estuda a taxação de dividendos. Nos EUA, bolsas subiram em direção a recordes com otimismo sobre guerra comercial e onda de fusões e aquisições. No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq encerraram a sessão em novos recordes com o otimismo em relação às negociações dos EUA com a China. A perspectiva de entendimento entre os dois países levou a alta índices na Europa e na Ásia. A China sinalizou que ampliará as penalidades contra violações de propriedade intelectual, movimento que pode aumentar as chances de um acordo comercial inicial com os EUA. Entre as notícias sobre fusões e aquisições, a Charles Schwab acertou a compra da TD Ameritrade, enquanto a LVMH anunciou a compra da Tiffany.


Hoje o câmbio deve seguir pressionado após o ministro Paulo Guedes dizer ontem que não se importa com dólar alto e que, com os juros baixos, a moeda tem um nível de equilíbrio maior. O ministro ainda ganha destaque nos jornais ao entrar em tema político, afirmando que é irresponsabilidade convocar o povo às ruas e, neste caso, não se deveria assustar se alguém pedir o AI-5. As bolsas externas têm leve viés de baixa, com perspectivas de acordo comercial EUA-China evitando piora adicional dos ativos. Mercado monitora dados de confiança do consumidor e moradias nos EUA nesta terça.


Bom dia a todos.

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