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  • Mateus Cosac

Morning Call - 26/11/2018

O petróleo afundou para o menor preço em mais de um ano, com receios de novo excesso de oferta no mundo, e gerou uma onda de correção nos ativos globais em dia de sessão mais curta nos EUA por conta da Black Friday. As commodities tiveram amplo recuo, o dólar subiu (R$ 3,8280) e as ações de empresas de energia foram penalizadas, resultando em queda para as bolsas americanas e para o Ibovespa (-1,49% aos 86.176 pontos), cuja baixa foi liderada por Vale e Petrobras. Na contramão, Banco do Brasil subiu após presidente indicado para a instituição sinalizar foco na privatização. No mercado de juros futuros, taxas médias e longas caíram, descoladas do comportamento do dólar, com IPCA-15 abaixo do previsto e queda do petróleo sinalizando menor pressão inflacionária à frente.


Lá fora, os principais índices fecharam em queda e o S&P 500 teve seu pior desempenho na Semana de Ação de Graças desde 1939 e caiu 10% em relação à alta de setembro. Petróleo caiu abaixo de US$ 60 o barril em Londres (Brent) pela primeira vez em um ano, depois que a Arábia Saudita sinalizou que sua produção pode ter atingido um recorde e estoques crescentes dos EUA provocaram preocupações sobre um potencial excesso de oferta.


A semana começa com as bolsas globais ensaiando uma reação e com uma pausa na derrocada do petróleo. O preço do barril tem leve alta após despencar 11% na semana passada. Minério despenca, mas não estraga manhã positiva nos mercados. Moedas emergentes e juros das treasuries sobem, enquanto mercados aguardam semana de agenda forte com G20 e fala de Powell. No Brasil, time de Guedes pode ter mais nomes de Chicago e cessão onerosa promete nova tentativa na semana, enquanto negociação direta de Bolsonaro com Congresso desagrada caciques.





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