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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 26/10/2021

Ontem: O mercado de juros elevou mais ainda as apostas de alta da Selic pelo Copom, na continuidade da reação ao furo do teto de gastos, considerando que a degradação da âncora fiscal vai exigir mais da política monetária para conter a inflação. Isso levou o dólar a afundar rumo à maior baixa desde 9 de setembro, na visão de que o juro mais alto tornará mais atraente o carry trade para a moeda brasileira. A curva de juros precificou inteiramente uma alta de 1,5 pp na Selic na próxima quarta-feira e foi além, com espaço para surpresas. O balanço de riscos do BC terá de mudar, disseram os analistas, com uma avaliação mais negativa sobre o fiscal. Itaú passou a projetar contração do PIB em 0,5% no ano que vem, além de estimar Selic em 11,25% ao final do ciclo. O Ibovespa fechou em alta de 2,3%, respaldado por apetite ao risco no exterior e puxado por Petrobras. A estatal, além de se beneficiar da alta do petróleo e das novas promessas de Bolsonaro de não interferência, anunciou mais uma alta de preços e foi favorecida por notícia da CNN de que governo estuda projeto de lei para venda de parte das ações da empresa. As bolsas em NY subiram para um novo recorde, com investidores se preparando para uma série de balanços dos pesos pesados da tecnologia, enquanto seguem as preocupações com a inflação.


Hoje: IPCA-15 de outubro nesta manhã, véspera do Copom, pode ser um último teste para as apostas de que o BC dará uma dura resposta ao desmonte do teto de gastos. Precificação do DI chegou ontem a superar 175 pontos e as opções da B3 indicam mais de 70% de chances de elevação de 1,5pp ou mais. Aperto monetário e risco fiscal agravam expectativas sobre inflação e PIB, mas por outro lado ajudaram ontem o dólar a devolver parte da alta recente. Nesta manhã, mercado ainda tem ajuda do exterior, onde as bolsas sobem com balanços e moedas têm sessão tranquila. Juros ainda podem reagir ao leilão de NTN-B. Agenda traz também dados de arrecadação e Caged no Brasil, enquanto EUA divulgam Conference Board e vendas de moradias. Na bolsa, investidor monitora Petrobras, que disparou ontem com estudo sobre privatização, além da sequência da temporada de balanços. No Congresso, PEC dos precatórios tem perspectiva de votação na Câmara, mas enfrenta dificuldades no Senado, onde outra PEC com foco social entra no radar.


Bom dia

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