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  • Mateus Cosac

Morning Call - 26/08/2019

A estrela do dia era Jerome Powell, mas foi Trump quem roubou a cena na sexta feira, logo após a fala do presidente do Fed, criticando-o novamente e prometendo uma resposta à China para o mesmo dia, após notícia da manhã de que os chineses iriam impor tarifas adicionais sobre US$ 75 bi em produtos dos EUA e retomar taxação de 25% sobre carros americanos a partir de 15 de dezembro. Os mercados ainda estavam digerindo a fala de Powell, quando Trump intensificou a onda de aversão a risco. As bolsas americanas afundaram mais de 2%, o dólar chegou a encostar em R$ 4,13, maior nível desde setembro e os juros futuros, que têm mostrado maior resiliência, acabaram contagiados em alta. A bolsa caiu 2,34%, no menor nível desde junho (97.667 pontos) Destaque também para BTG, que despencou mais de 15% com André Esteves como alvos da Lava-Jato.


Lá fora, Powell disse que o Fed vai agir como o apropriado para sustentar a expansão e destacou o papel da guerra comercial na desaceleração global, o que reforçou especulações de redução de juros em setembro. Entretanto, não deu muitas pistas sobre próximos passos da política monetária e ainda disse que não há precedentes recentes para orientar uma resposta política à situação atual. Trump disse que Powell não fez nada, “como sempre” e ainda questionou quem seria o maior inimigo dos EUA, se o presidente do Fed ou o presidente da China, Xi Jinping. Após o fechamento dos mercados, o presidente dos EUA cumpriu o prometido e anunciou aumento de tarifas sobre importações chinesas a partir de 1º de outubro. As tarifas já em vigor sobre US$ 250 bi de importações subirão de 25% para 30%. E os US$ 300 bi restantes serão taxados em 15%, em vez de 10%, a partir de 1º de setembro.


A semana começa com um certo alivio depois de uma semana intensa e uma sexta feira desafiadora. O S&P futuro e o petróleo avançam em meio à volatilidade, após Trump dizer que a China pediu para retomar as negociações comerciais. O alívio, contudo, ainda parece precário. Sinais de aversão ao risco persistem e juros das treasuries caem, enquanto dólar se valoriza ante maioria dos pares e yuan recua. Por aqui, o BC anunciou que estenderá os leilões de dólar à vista conjugados com swap reverso de 2 a 27 de setembro. Após críticas da França e Alemanha, líderes do G-7 defendem ajuda ao Brasil contra incêndios. Agenda do dia destaca Focus e contas externas no Brasil e bens duráveis nos EUA, abrindo semana que terá PIB nos dois países.


Bom dia e boa semana a todos.

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