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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 26/05/2020

Ontem: Em dia de feriado nos EUA e em São Paulo, os ativos brasileiros ampliaram ganhos na esteira da interpretação de que o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril não trouxe elementos definitivos para elevar riscos em investigação contra o presidente Bolsonaro, nem alimentar um cenário de ruptura política. O dólar estendeu a queda pelo quarto dia seguido e os juros futuros mostraram fortes devoluções de prêmios de risco -com alguns vértices caindo mais de 30 pontos - ao final da sessão regular. A baixa levou a curva a precificar corte maior do que 0,50 pp no próximo Copom. A bolsa subiu mais de 4%, liderada pela B3, bancos e Petrobras e com poucas ações em baixa. Notícias de reabertura em economias europeias também compuseram um quadro de maior tranquilidade para o mercado. Doria sinalizou flexibilização da quarentena em algumas regiões do estado em junho. LÁ FORA, com feriado nos EUA e Reino Unido, os demais índices na Europa e futuros dos índices em NY subiram com mais sinais de reabertura de economias, apesar do aumento das tensões entre governos americano e chinês.


Hoje: S&P futuro sobe perto de 2% com novos passos para retomada econômica em países como Alemanha e Reino Unido, além de sinais de alívio na pandemia enquanto seguem as buscas por medicamentos. Peso mexicano ganha mais de 1,5% e commodities se valorizam, com um apetite por risco que deixa em 2º plano as tensões persistentes entre EUA e China. Viés positivo externo deve ajudar mercado brasileiro a estender o rali de ontem. Mercado monitora evolução da Covid-19 e eventuais planos de suavização do isolamento no Brasil, além de perspectivas de reformas no pós-crise. Juros futuros podem reagir ao IPCA-15, que deve ter deflação mensal e forte desaceleração em 12 meses. Agenda ainda traz contas externas aqui e, nos EUA, dado de moradias e Conference Board. Na cena corporativa, Latam busca proteção, Vale negocia venda de participação em Nova Caledônia e Magazine Luiza tem prejuízo de R$ 8 mi no 1º trimestre. Governo tenta evitar fechamentos de frigoríficos com novos padrões de segurança.


Bom dia a todos.

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