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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 26/03/2021

Ontem: A redução da oferta de títulos prefixados pelo Tesouro e o reforço da mensagem do BC de que os juros não irão agora para o nível neutro trouxeram alívio aos juros futuros, que reverteram forte avanço visto pela manhã. Mas o dólar acelerou alta durante a tarde, uma vez que a ideia de um orçamento menor do que o mercado parece julgar necessário não traz ajuda suficiente ao câmbio. E a cautela também prevaleceu diante de um cenário interno carregado de incertezas sobre a pandemia, inflação e risco fiscal. Já o Ibovespa beneficiou-se da fala de Roberto Campos Neto sobre juros e de notícias corporativas, o que levou ao fechamento em alta de 1,5%, a primeira em quatro dias. Lá fora, as bolsas americanas subiram em meio ao progresso na distribuição de vacinas e à medida em que os investidores avaliavam as perspectivas para crescimento econômico e inflação.


Hoje: Bolsas globais sobem com o progresso das vacinas reforçando os sinais positivos para a maior economia do mundo. Ontem, os EUA duplicaram a meta de imunização e dados apontaram recuperação mais forte que o previsto. Índice dólar tem 1ª baixa em quatro sessões, apesar da alta dos yields dos treasuries, e minério de ferro avança com otimismo sobre retomada da China. No Brasil, Orçamento é finalmente aprovado, com déficit de R$ 247,1 bi, sob pesadas críticas da oposição por cortes na Previdência. Mercado brasileiro pode seguir o alívio externo depois de mostrar forte volatilidade ontem. Contraponto negativo vem da Covid-19, que renova recorde diário de casos. Agenda traz contas externas e bandeira de energia, encontro do presidente do Senado com governadores sobre pandemia e Guedes em evento sobre Mercosul com Bolsonaro.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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