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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 26/02/2019

O dólar ontem reduziu a queda durante a tarde, à medida que o rali das divisas emergentes foi perdendo força, depois de uma onda otimista pela manhã com o anúncio de Donald Trump de que estava estendendo prazo final para impor tarifas a produtos chineses. O câmbio acabou fechando a sessão estável aos R$ 3,7476. O Ibovespa acabou prejudicado por outra declaração do presidente dos EUA, desta vez dirigida à Opep. O petróleo caiu, afetando Petrobras, que puxou a bolsa para baixo (-0,66% aos 97.239 pontos). Por aqui, declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na direção de que a comunicação da reforma da Previdência deixa a desejar e de que o processo pode se estender, com instalação e definição do comando da CCJ apenas depois do carnaval, acenderam um sinal amarelo no mercado, ainda que a maioria dos investidores considere remota a chance de aprovação antes do 2º semestre.


Lá fora, bolsas americanas subiram mais uma vez após o presidente Donald Trump estender o prazo para aumento das tarifas sobre as importações chinesas, o que foi tomado como sinal de progresso nas negociações comerciais. Trump disse no Twitter que "EUA fizeram progressos substanciais nas negociações comerciais com a China sobre questões estruturais importantes, incluindo proteção à propriedade intelectual, transferência de tecnologia, agricultura, serviços, câmbio e muitas outras questões". Já a agência de notícias estatal chinesa Xinhua mostrou cautela ao alertar que negociações podem enfrentar "novas incertezas", observando que as fricções comerciais bilaterais são "de longo prazo, complicadas e árduas". O petróleo recuou depois que Trump fez um alerta à Opep contra os preços altos. No Twitter, Trump disse que os preços do petróleo "estão subindo demais". "Opep, por favor, relaxe", disse; segundo Trump, "o mundo não pode aguentar uma alta de preço”.


Hoje o alívio com a guerra comercial continua ofuscando as bolsas e as moedas pares do real. Internamente, noticiário negativo sobre a reforma predomina. Maia critica pontos variados do projeto nos jornais após gerar desconforto na véspera. Bancos centrais dominam o palco nesta terça-feira. No Brasil, Campos Neto fala no Senado a partir das 10:00 após manter silêncio absoluto desde que foi indicado. O mercado vai checar possíveis sinalizações sobre os juros, apesar de a maioria dos analistas não contar com alteração no discurso do potencial novo presidente em relação ao predecessor Ilan Goldfajn. Nos EUA, perspectiva sobre juro também pode ser afetada por fala de Jerome Powell, às 11:45. Restante da agenda é fraca e tem sentimento do consumidor americano como destaque. Aqui, CNT/MDA pode mostrar popularidade do presidente Bolsonaro após anúncio da reforma da Previdência.




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