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  • Mateus Cosac

Morning Call - 25/11/2020

Ontem: O apetite ao risco nos EUA, onde as bolsas alcançam recordes, com o início formal da transição do governo Trump para o de Joe Biden e a escolha de Janet Yellen para o Tesouro, além de uma terceira vacina promissora, teve reflexo direto nos ganhos dos ativos brasileiros. O dólar caiu em torno de 1%, os juros futuros médios e longos fecharam em baixa e o Ibovespa subiu mais de 2%, no patamar de 109.000 pontos. A boa demanda no leilão de NTN-B do Tesouro, inclusive dos títulos mais longos, teve repercussão positiva entre os investidores. E o Tesouro disse que uma emissão externa ocorrerá ainda em 2020 caso haja uma janela de oportunidade no mercado internacional, o que, para analistas, é algo já claro. O IPCA-15 mais salgado, acima do centro da meta pela 1ª vez desde pandemia, sob uma pressão de alimentos que se mostra mais persistente, influenciou também no comportamento do dólar e dos juros, por aumentar chances de alta da Selic mais cedo do que o esperado. Lá fora, os indices de acoes americanos subiram mais de 1%. O Dow Jones renovou a máxima histórica.


Hoje: Bolsas globais operam de lado antes de ata do Fed e bateria de dados nos EUA, sugerindo interrupção no rali de ativos de risco que levou o S&P a recorde ontem. Nesta manhã, CDS cai a 167 pontos e caminha para 8ª baixa seguida. Agenda local também variada traz contas externas e confiança do consumidor. IPC-Fipe vem levemente acima do previsto, após IPCA-15 salgado ontem não ter alterado diagnóstico de inflação comportada de Campos Neto, que volta a falar hoje. Em meio ao ceticismo do mercado com as reformas fiscais, Senado pode voltar hoje Lei das Falências.


Bom dia a todos.

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