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  • Mateus Cosac

Morning Call - 25/09/2019

O novo adiamento da votação em 1º turno da reforma da Previdência no Senado, para 1º de outubro, e mais o imbróglio político nos EUA, onde a Câmara ameaça abrir investigação formal para impeachment de Donald Trump, foram os fatores de maior impacto negativo nos ativos brasileiros ontem. O dólar subiu com as notícias, os juros futuros avançaram e a bolsa caiu, perdendo os 104.000 pontos. A notícia de que Trump pretende liberar a transcrição das conversas que teve em julho com o presidente da Ucrânia reduziu ligeiramente as perdas, até que o dólar apagou a alta (R$ 4,16). A Ata do Copom, divulgada logo cedo, provocou debate e gerou dúvida sobre juro abaixo de 5% após BC mencionar câmbio. Apesar disso, as expectativas de corte de 0,50 pp na reunião de outubro foram mantidas.


No exterior, o S&P registrou a maior queda em um mês com a notícia sobre o impeachment do presidente Donald Trump em meio a controvérsia sobre a Ucrânia. O rendimento das treasuries recuaram para 1,64% e o índice dólar caiu. A conversa, objeto de investigação no congresso e de denúncia anônima, sustenta alegações de que Trump teria procurado ajuda da Ucrânia para abrir investigação criminal contra a família do ex-vice-presidente Joe Biden. Trump disse que autorizou a divulgação da transcrição de telefonema com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy. Biden, pré-candidato à presidência, afirmou que apoia o início da investigação contra Trump, caso o presidente obstrua as investigações do Congresso. Mais cedo, o presidente americano acusou a China, em discurso na ONU, de manipular a moeda e roubar propriedade intelectual, dias antes de encontros entre representantes dos dois países. Ainda na ONU, Trump criticou o poder crescente de plataformas de mídias socias, o que derrubou as FAANG - Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google.


Hoje as bolsas globais caem e o dólar sobe com aversão ao risco causada pelo pedido de impeachment de Trump, que deve apresentar sua defesa nesta quarta-feira. Ainda que o presidente possa manter o mandato, há receio de que um impasse prolongado prejudique o governo dos EUA e amplie as incertezas globais. Impasse ofusca notícia de que China pode comprar mais carne suína dos EUA. Petróleo estende baixa com progresso da retomada da oferta da Arábia Saudita. Turbulência política também envolve Boris Johnson no Reino Unido, outro aliado de Trump, como Bolsonaro. Presidente brasileiro é criticado na mídia por frustrar expectativa de que aproveitaria o palco da ONU para promover reformas e aliviar imagem do país na área ambiental. No Brasil, persiste a frustração com adiamento da Previdência e Estado relata que a equipe econômica trabalha para evitar novos atrasos e desidratação do texto. Em meio a questionamentos de senadores sobre a operação da PF, Alcolumbre já fala em votação em 2º turno no dia 15 e não mais dia 10. Congresso derruba vetos presidenciais à lei do abuso de autoridade. Agenda traz Guedes no Congresso e dados de emprego formal e crédito no Brasil. EUA têm dados de moradias e falas de dirigentes do Fed.


Bom dia a todos.

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