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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 25/08/2020

Ontem: Em dia de otimismo externo com notícias sobre tratamento da Covid-19, o Ibovespa estendeu alta pelo terceiro pregão seguido, na esteira dos ganhos das bolsas americanas que levaram S&P 500 e Nasdaq a renovar recordes. O dólar teve dia de baixa, mas queda foi limitada pela notícia de possível adiamento da apresentação do programa Pró-Brasil, que estava prevista para hoje. Isso levantou receios no mercado de que o pacote não esteja pronto ou não tenha consenso político. Pessoas com conhecimento do assunto disseram que o presidente Jair Bolsonaro pretende dialogar com partidos, senadores e deputados, uma vez que o programa envolve mudanças que precisam de aprovação do Congresso. Os juros futuros encerraram a sessão regular em queda, também alinhados com o exterior mais positivo, mas a liquidez dos negócios foi fraca. LÁ FORA, o sentimento do mercado foi amparado pela notícia de que o FDA pode ampliar o acesso a um tratamento para combater o vírus com o uso de plasma sanguíneo de pacientes recuperados. E o governo Trump avalia acelerar uma vacina experimental antes da eleição, segundo o Financial Times. Na Ásia, as ações subiram com sinais de trégua da tensão entre EUA e China.


Hoje: Notícias sobre a insatisfação de Bolsonaro com o valor do auxílio emergencial que seria mantido até o fim do ano podem manter o receio sobre o adiamento do plano pós-pandemia, que motivou o dólar a quase zerar a queda ontem. O presidente quer R$ 300 ou mais, enquanto Guedes resiste. Impasse ameaça ressuscitar preocupações sobre prestígio do ministro no governo e reforçar o risco fiscal, que também pode aumentar se o Senado aprovar PEC que torna permanente o Fundeb. Campos Neto, que participa hoje de videoconferência aberta, disse ontem que nunca o sondaram para substituir Guedes. Juros podem reagir ao IPCA-15, que tem estimativa de desaceleração, enquanto IPC-Fipe acelera acima de todas as estimativas. Desconforto com atraso do plano no Brasil pode ser aliviado pelo viés positivo do mercado externo, com bolsas em alta e dólar em leve baixa com sinais de distensão entre EUA e China e perspectiva de vacina contra Covid. Agenda ainda traz conta corrente, com expectativa de superávit, e IED aqui e confiança do consumidor nos EUA. No corporativo, Rumo precifica oferta em R$ 21,75 e levanta R$ 6,4 bi, enquanto BC aprova parceria entre BB e UBS.


Bom dia a todos.

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