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  • Mateus Cosac

Morning Call - 25/06/2021

Ontem: O dia foi benigno para os ativos domésticos. O ambiente de apetite ao risco global fez o dólar afundar e chegar a romper momentaneamente a casa de R$ 4,90 no final da tarde. Os juros cederam depois que o RTI cortou a projeção de inflação para 2023. As taxas fizeram apenas uma redução do movimento no fim da manhã, após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dizer que o Copom fará o que for preciso para levar a inflação à meta em 2022. O Ibovespa terminou o pregão com ganhos e ajuda da Magazine Luiza. Ambev teve série mais longa de queda em 15 anos com visão de margem pressionada por commodities, que alimentam as apreensões como as do BC do México, que surpreendeu com aumento dos juros. Em NY, bolsas marcaram novos recordes com o otimismo reforçado por acordo do presidente Joe Biden com parlamentares para se aprovar um plano de infraestrutura de US $ 579 bilhões. No refinanciamento da dívida doméstica, Tesouro colocou lote maior de LFT, com demanda pelo papel atrelado à Selic.


Hoje: IPCA-15 deve mostrar aceleração e será um teste para os juros futuros, que caíram ontem com o corte da projeção de IPCA para 2023 no RTI. CMN fixa a meta de inflação em 3% para 2024 e Ministério da Economia diz que medida reduz incertezas. No Congresso, Guedes encaminha a 2ª fase da reforma tributária. Mercado externo mantém nesta manhã calmaria que ajudou ontem o dólar a furar os R$ 4,90 na mínima e o Ibovespa a se reaproximar dos 130.000 pontos. Moedas emergentes, ações de mineradoras e commodities se valorizam com otimismo econômico reforçado por plano de infraestrutura de Biden e confiança na moderação do BC americano. Ativos globais, porém, poderão reagir ainda hoje a novos dados nos EUA, além de falas de dirigentes do Fed. Agenda doméstica ampla começou com IPC-Fipe acima do previsto e ainda traz contas externas, definição da bandeira da energia e pronunciamento de Queiroga sobre vacina Janssen.


Bom dia e bom final de semana.

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