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  • Mateus Cosac

Morning Call - 25/04/2019

A forte alta do dólar no mercado internacional, ao lado da fraqueza de moedas emergentes como peso argentino e dólar australiano, teve impacto direto no mercado de câmbio brasileiro ontem, e somou-se a um movimento de realização ‘no fato’ após a aprovação da reforma da Previdência na CCJ na véspera, por placar folgado. Como o resultado, a cotação chegou bem perto de R$ 4,00 e o real teve o pior desempenho entre 16 principais divisas globais e 2º pior entre emergentes, com moeda argentina na lanterna (quadro abaixo). O movimento do câmbio contagiou juros futuros, onde foram incorporados prêmios de risco, levando à disparada nas taxas médias e longas. Na bolsa, prevaleceu uma cautela com os desafios colocados à reforma da Previdência na próxima etapa de tramitação, na Comissão Especial. Dados fracos de emprego e arrecadação também pesaram negativamente ontem no mercado local.


No exterior, as bolsas americanas caíram levemente ontem, ofuscadas pelo forte movimento do dólar. O petróleo caiu após aumento inesperado de estoque nos EUA.


Hoje o dólar amanheceu mantendo a alta no exterior, embora em ritmo mais brando do que ontem. Moedas seguem pressionadas, desta vez com won sul-coreano e coroa sueca como destaques negativos. Percepção de que economia dos EUA tem mais vigor do que o resto do mundo, que vem fortalecendo o dólar, poderá ser testada hoje com dado de bens duráveis, que tem expectativa de alta. No Brasil, alívio pode vir da instalação da comissão especial da Previdência nesta manhã, reforçando a ideia de que Maia quer acelerar a reforma, que teve grande atraso na CCJ. Presidente da Câmara recebe agradecimento de Bolsonaro por avanço da reforma, mas mantém críticas ao governo, amenizadas por promessas de apoio à agenda econômica.



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