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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 25/02/2021

Ontem: O risco fiscal doméstico, com possível adiamento da votação da PEC Emergencial, segundo fontes, e incertezas sobre desmembramento do texto, impulsionou os juros futuros, junto com a alta dos yields dos Treasuries, ao mesmo tempo em que inibiu uma alta maior da bolsa e uma baixa mais acentuada do dólar. Petrobras teve segunda alta seguida depois do tombo da segunda-feira causado pela mudança do presidente da estatal determinada por Bolsonaro e antes da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2020. Eletrobras também estendeu os ganhos da véspera com o envio da MP que abre espaço para uma privatização futura. Bancos exerceram peso contrário. Em NY, bolsas subiram e Powell reafirmou que economia precisa de apoio. Rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos foram ao nível máximo em um ano, alimentados por expectativas de reflação, de possível redução do programa do Fed de compra de títulos e de alta de juros.


Hoje: Ação da Petrobras pode manter recuperação após empresa registrar lucro recorde trimestral de quase R$ 60 bi no último resultado de Castello Branco. Bolsa ainda é favorecida pelo ciclo de alta das commodities antes de balanço da Vale após fechamento. Par da mineradora, Anglo American dispara com resultado. Quadro externo traz sinais mistos para o Brasil. Enquanto bolsas europeias mantêm ganhos, yields voltam a disparar e fortalecem dólar com perspectiva de reflação após falas dos dirigentes do Fed. Juros futuros refletem leilão do Tesouro e yields e ainda dependem do risco fiscal. PEC Emergencial está na pauta desta quinta-feira, mas ameaça de adiamento persiste com resistências a contrapartidas. Bolsonaro segue tentando amenizar estrago causado por mudança na Petrobras. Chamou ontem Guedes de âncora do governo ao sancionar a autonomia do BC e enviou projeto de privatização dos Correios, que se soma à MP da capitalização da Eletrobras da véspera. IPC-Fipe desacelera mais que o previsto. Agenda do dia ainda traz IGP-M, governo central, dados de crédito e CMN aqui e, nos EUA, PIB, bens duráveis e seguro-desemprego.


Bom dia a todos.

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