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  • Mateus Cosac

Morning Call - 25/02/2019

Os ativos brasileiros foram favorecidos na sexta-feira pelo otimismo externo com o encontro entre presidente dos EUA, Donald Trump, e o principal negociador da China. E as primeiras notícias a respeito confirmaram algumas expectativas positivas: os dois países chegaram a um acordo sobre uma parte das negociações de comércio, envolvendo moeda, segundo o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que não forneceu maiores detalhes. O dólar passou a maior parte da sessão em queda e encerrou o dia aos R$ 3,7470. Os juros futuros fecharam o dia com viés de baixa e o Ibovespa subiu 0,98% aos 97.885 pontos.

No exterior, as bolsas americanas subiram, em meio às avaliações dos investidores sobre aparente avanço das negociações entre EUA e China. Trump disse que poderia estender a trégua comercial por um mês caso veja progresso nas negociações. Na semana passada, a Bloomberg News informou que os EUA estavam pedindo à China para manter a estabilidade do yuan como parte das negociações e que autoridades de ambos os países estavam discutindo como abordar a política monetária em um memorando de entendimento. Trump afirmou que espera se encontrar com Xi Jinping "em um futuro não muito distante" e que ele e o presidente chinês podem ou não ser capazes de finalizar um acordo comercial. O petróleo teve a segunda alta semanal.

Essa semana começa com as bolsas e as commodities subindo no exterior após Trump estender trégua com a China durante o final de semana, aliviando os mercados antes do deadline que estava previsto para a próxima sexta-feira. Índice de Xangai disparou 5,6%, enquanto moedas emergentes e ações europeias têm ganhos moderados. Alívio na guerra comercial melhora sentimento dos mercados na abertura de uma semana cheia, que terá duas falas de Jerome Powell, do Fed, PIB dos EUA e PMIs da China no exterior. No Brasil, semana antes do feriado de carnaval também será movimentada, com sabatina de Campos Neto, instalação da CCJ que avaliará reforma, PIB, balanço da Petrobras e leilão de linha do BC. Hoje, o BC divulga pesquisa Focus e dados de conta corrente e investimento estrangeiro direto e EUA têm números de atividade de Chicago e Dallas e fala de Clarida. Noticiário sobre reforma é misto. De um lado, o secretário Rogério Marinho diz que mudança dos militares pode ser antecipada, o que poderia evitar atraso da emenda. Do lado negativo, Maia adverte que governo está perdendo a batalha da comunicação e passa expectativa de votação da reforma para junho. No noticiário corporativo, GPA leva a leilão fatia da Via Varejo na B3, Petrobras informa vazamento de petróleo, sem vítimas, na Bacia de Campos.



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