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  • Mateus Cosac

Morning Call - 24/11/2018

Atualizado: 28 de Jan de 2019

A fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, ontem em Davos, derrubou o dólar e os juros futuros, além de ter levado o Ibovespa à nova máxima histórica. O câmbio e os juros oscilavam não muito longe da estabilidade, sem forças para grandes movimentos diante da cautela no exterior e de nova expectativa frustrada com o cancelamento da entrevista coletiva dos integrantes do governo brasileiro em Davos. Entretanto, o direcionamento veio da entrevista exclusiva de Guedes à Bloomberg. Ele disse que pretende zerar o déficit fiscal neste ano e levantar US$ 20 bi com privatizações - e estimulou todos os ativos.

Lá fora, as bolsas americanas subiram com resultados melhores do que o esperado de IBM, Procter & Gamble e United Technologies. O presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que, se a paralisação parcial do governo se estender até março, há uma chance de expansão econômica zero neste trimestre, apesar de um crescimento "enorme" vir a acontecer assim que as agências federais reabrirem. O petróleo caiu depois que a China alertou que as guerras comerciais e o populismo representam "sérios desafios" para a ordem internacional, contrariando os sinais de que o boom do xisto nos EUA está desacelerando.

Bolsas têm desempenho misto e moedas e commodities cedem ligeiramente no mercado global nesta manhã. No noticiário doméstico, tom segue favorável ao mercado, com falas de Guedes e Bolsonaro em Davos. O ministro da economia ainda disse que a reforma pode economizar até R$ 1,3 tri em 10 anos e que a aprovação pode ocorrer até meio do ano. Agenda local na véspera do feriado que fechará bolsa em SP amanhã destaca leilão do Tesouro e arrecadação.




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