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  • Mateus Cosac

Morning Call - 24/09/2020

Ontem: A aversão ao risco deu o tom aos mercados nesta quarta-feira, o que fortaleceu o dólar e derrubou as bolsas num efeito cascata no mundo. Pesaram os alertas de dirigentes do Fed sobre a necessidade de estímulos fiscais para sustentar a recuperação da economia dos EUA - enquanto por lá segue o impasse sobre novas medidas no Congresso -, o aumento dos casos de Covid-19 em vários países e o cenário eleitoral americano. Cresceram as apostas de que os próximos meses serão de mais turbulência e volatilidade e os investidores correram em busca de proteção. Aqui, o dólar subiu mais de 2%, acima de R$ 5,59, no maior nível em quase um mês, o CDS de 5 anos supera 250 pontos, e o Ibovespa fechou o dia abaixo de 96.000 pontos, no menor nível desde o final de junho. A alta do dólar influenciou o avanço dos juros futuros, que agregam à cesta de preocupações o risco fiscal, a inflação e a necessidade de financiamento do Tesouro, antes de novo leilão de títulos amanhã. LÁ FORA, o S&P 500 caiu ao menor nível em oito semanas e o índice Nasdaq registrou perdas de 3%.


Hoje: Cautela externa que ajudou dólar a rondar R$ 5,60 e o CDS brasileiro a superar 250 pontos prossegue nesta manhã. Bolsas operam de lado. Metais recuam e moedas emergentes operam mistas, com principais pares do real em leve alta. Powell e Mnuchin voltam ao palco após falas de dirigentes do Fed ampliarem receios de piora da economia caso não sejam aprovados estímulos, que enfrentam impasse no Congresso americano e serão vitais se a 2ª onda da pandemia for concretizada. Incerteza eleitoral, realçada após Trump não se comprometer com transição pacífica de poder, também pesa. No Brasil, Tesouro oferta títulos prefixados em um ambiente que combina aversão externa ao risco com incerteza fiscal. Curva de juros ainda pode reagir ao relatório de inflação do BC e entrevistas de Campos Neto e Kanczuk. Em linha com a visão tranquila do Copom sobre a alta dos preços, o mercado relevou ontem o IPCA-15 acima do previsto, mas câmbio puxou os juros. Na política, jornais seguem destacando busca de apoio a novo imposto para bancar desoneração. Agenda local ainda traz CMN e precificação de IPOs. EUA divulgam seguro-desemprego.


Bom dia a todos.

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