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  • Mateus Cosac

Morning Call - 24/09/2019

Dados fracos de atividade na Europa foram a senha para mais desvalorização de moedas emergentes ontem, com impacto no mercado brasileiro. O dólar e os juros futuros subiram, e a bolsa caiu, depois que o PMI abaixo do esperado na zona do euro reacendeu as preocupações sobre desaceleração global. Efeito pós-Copom ainda pesa negativamente sobre o real, que lidera perdas entre principais moedas globais. A agenda doméstica esvaziada deixou ativos mais suscetíveis ao exterior.


No exterior, as bolsas americanas encerraram o pregão perto da estabilidade. O PMI manufatura dos EUA veio acima do esperado em setembro, na contramão dos dados europeus. O PMI manufatura na zona do euro desacelerou inesperadamente para 45,6 em setembro, ante est. de 47,3 e ant. de 47; PMI serviços desacelerou mais que o previsto; indicadores na Alemanha e França também frustraram expectativas. O presidente do BCE, Mario Draghi, alertou que uma onda de divergências públicas dos formuladores de políticas sobre o mais recente estímulo monetário da instituição poderia ser prejudicial para a economia da área do euro.


Hoje as bolsas externas operam em leve alta com sinal de melhora do sentimento sobre a guerra comercial após Pequim liberar compras de soja americana sem tarifas por empresas chinesas. Em meio à expectativa para retomada da negociação entre os dois países em outubro, dólar aponta baixa moderada ante pares do real. Libra oscila em terreno positivo após mais uma derrota do premiê do Reino Unido, desta vez na Suprema Corte. Contraponto vem da queda das commodities. EUA divulgam confiança do consumidor após PMI japonês mostrar retração. No Brasil, mercado avalia ata do Copom em busca de explicações do BC para queda das projeções de inflação. IPCA-15, com estimativa mediana próxima de zero, também pode afetar apostas na Selic. Senado testa paciência dos investidores e adia por mais um dia a reforma da Previdência. Em NY, Bolsonaro pode destacar reformas em discurso na ONU, com objetivo de reverter prejuízo para imagem do país após reação do governo aos incêndios na Amazônia.


Bom dia a todos.

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