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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 24/04/2019

Os ativos brasileiros tiveram um dia de ganhos ontem, mesmo com o dólar fortalecido no exterior, já que a expectativa de aprovação da admissibilidade da reforma na Previdência na CCJ prevaleceu nos negócios. O real era destaque de desempenho tanto na cesta de 16 principais moedas globais, quanto entre 24 divisas emergentes. Os juros futuros enxugaram prêmios de risco, sobretudo nos vencimentos médios e longos. E a bolsa avançou mais de 1,41% aos 95.923 pontos, alavancada por bancos e Vale. O mercado fechou com a sessão da CCJ ainda em andamento, com a oposição tentando todas as formas de obstrução.


No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas históricas diante de resultados corporativos melhores do que o esperado. O índice dólar subiu em meio a receios com a economia europeia após dados decepcionantes, como a queda de confiança do consumidor acima da esperada. O petróleo subiu ao maior nível em quase seis meses com informação de que a Arábia Saudita planeja resposta cautelosa ao impacto das sanções americanas ao Irã.


Hoje o mercado acorda aliviado por aqui com a vitória expressiva do governo ontem na CCJ, aprovando o texto da Previdência por 48 votos a 18, com o apoio do centrão e Rodrigo Maia. O presidente da Câmara tenta acelerar comissão especial, mas instalação esta semana depende da escolha dos integrantes. “É a primeira de três vitórias que nós teremos, depois na comissão especial e depois no plenário”, disse Maia. Efeito positivo no mercado, já verificado na véspera, deve ser apenas no curto prazo, pois caminho da reforma ainda é longo. No câmbio, em momento de pressão sobre moedas emergentes, BC antecipa para 2 de maio o início da rolagem de swaps de julho. Dólar mantém alta no exterior hoje, o que pode limitar qualquer comemoração doméstica da CCJ. Agenda destaca pesquisa CNT/Ibope, que mostrará avaliação do governo Bolsonaro, além do Caged (empregos) e arrecadação. IPC-Fipe desacelera.




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