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  • Mateus Cosac

Morning Call - 24/03/2020

Ontem: Durou pouco o alívio no mercado doméstico depois que o Fed e o BC brasileiro anunciaram mais medidas de liquidez, que acabaram sendo ofuscadas pelo clima geral de aversão a risco, sempre pelas incertezas quanto ao estrago do coronavírus no mundo e o pouco avanço do pacote fiscal no Congresso americano. O dólar fechou em alta após duas quedas seguidas, a despeito de leilões à vista feitos pelo BC brasileiro. O Ibovespa tombou mais do que as bolsas em NY, arrastado sobretudo por bancos, mesmo com redução de compulsórios a prazo. Os juros futuros mais curtos recuaram, enquanto as taxas longas subiram, após Ata do Copom considerada dovish (mais flexivel) levar o mercado a precificar mais de 30 pontos de corte da Selic em maio. No EXTERIOR, as bolsas americanas caíram enquanto investidores viram pouco progresso em pacote de gastos. No início da sessão, uma segunda onda de iniciativas do Fed para apoiar a economia dos EUA conferiu alívio breve aos índices. Republicanos e democratas não conseguiram chegar a um acordo sobre os gastos no fim de semana e as negociações continuaram; os democratas podem apresentar plano próprio depois de rejeitar a proposta republicana. As medidas anunciadas pelo Fed incluem a compra de quantidade ilimitada de títulos para manter baixos os custos de empréstimos e a criação de programas para garantir fluxos de crédito para empresas e governos estaduais e locais.


Hoje: Se ontem nem o plano do Fed para aliviar os mercados salvou as ações de novo tombo, nesta manhã as bolsas europeias e o S&P futuro disparam e o dólar recua contra as demais moedas, em alívio na aversão ao risco com notícia sobre negociação de um amplo pacote de estímulo no Congresso dos EUA. Casos do coronavírus seguem aumentando globalmente, mas China se prepara para aliviar bloqueio de Wuhan. Volatilidade cai pelo 4º dia, mas segue muito alta. No Brasil, mercado monitora o BC e seu “arsenal” após dólar superar R$ 5,14 ontem. Mudança de tom de Bolsonaro sobre vírus estaria sendo bem vista por governadores, dizem jornais. Na agenda, dado do varejo de fevereiro vem defasado, mas confiança da FGV e PMI dos EUA - ambos de março -devem mostrar impacto do vírus. Impacto nas empresas segue sendo sentido: Nissan paralisará produção, Weg reduz funcionários presenciais, Hering fechará todas lojas físicas e Ambev retira projeção de Ebitda do 1º trimestre.


Bom dia a todos.

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