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  • Mateus Cosac

Morning Call - 23/10/2019

O Ibovespa renovou ontem o recorde histórico ao subir 1,3% e superar os 107.000 pontos, na expectativa pela conclusão da reforma da Previdência, com a votação em segundo turno pelo Senado. O dólar caiu 1,1%, para R$ 4,0839, em movimento que combinou com o avanço de moedas emergentes, perspectiva de entrada de dólares com cessão onerosa, iminência de aprovação da Previdência e ajuste para alta nos juros futuros após IPCA-15 acima do esperado. Com baixa demanda por compra de dólar e montagem de posições vendidas, BC não colocou nada da oferta no leilão de dólar à vista com swap reverso. No exterior, as bolsas americanas caíram com incertezas sobre o Brexit depois que o primeiro ministro britânico Boris Johnson perdeu votação-chave no Parlamento. A Câmara dos Comuns votou contra o cronograma proposto por Johnson para o Projeto de Lei de Retirada - parte crucial da lei para implementar o acordo que ele fez em Bruxelas na semana passada. O desfecho afasta potencialmente a perspectiva de um Brexit sem acordo, além de aumentar as chances de extensão do prazo. Nesta semana, cerca de 1/5 dos membros do S&P 500 devem divulgar resultados; no geral, os números têm superado as expectativas, assegurando aos investidores que as empresas estão resistindo ao crescimento lento e à guerra comercial.


Hoje o ETF brasileiro opera em leve baixa em Paris, depois de o Senado ter adiado para esta manhã a análise de dois destaques da Previdência. Assim que passar o perigo de nova desidratação, contudo, bom humor pode voltar. Reforma foi aprovada com 60 votos, marca ainda maior do que no 1º turno, endossando a tese de que a crise do PSL não afeta agenda legislativa, ao menos no Senado. Guedes reitera que novas medidas pós-Previdência saem na semana que vem e CCJ pode votar PEC paralela em 15 dias. Mesmo fora do Congresso, porém, cenário positivo que sustentou novo recorde da bolsa ontem ainda enfrenta riscos. Ainda nesta quarta, STF discute prisão após 2ª instância e TCU analisa cessão onerosa. Em dia de agenda econômica fraca, IPC-S deve corroborar inflação perto de zero.

Bom dia a todos.

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