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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 23/09/2021

Ontem: A fala do presidente do Fed, Jerome Powell, de que a redução de compras de ativos poderia começar já em novembro e ser encerrada em meados de 2022, foi a senha para valorização do dólar globalmente e também aqui, onde a cotação chegou a superar R$ 5,31. O Ibovespa atenuou a alta, mas encerrou o dia com ganho de quase 2%, em linha com os avanços das bolsas de NY. Por lá, a leitura de investidores é de que o Fed está confiante em que a recuperação está no caminho certo. Outro motivo para o bom humor foi o alívio nas preocupações com a chinesa Evergrande, depois que o BC da China fez nova injeção de liquidez de curto prazo no sistema bancário e a incorporadora disse ter feito uma negociação sobre um dos pagamentos de juros que vencem na quinta-feira. Juros futuros médios e longos reduziram queda com o movimento do câmbio e a espera da decisão do Copom.


Hoje: Copom elevou a taxa de juros em 1pp, ao maior nível desde julho de 2019, e comunicado sem grandes destaques gera repercussão mista, sugerindo um ajuste pouco expressivo do mercado. Alguns analistas viram como dove o fato de o BC não ter admitido possibilidade de ritmo maior, enquanto outros notaram um tom hawk na menção ao juro contracionista. Eventual reação à Selic será favorecida pelo ambiente positivo no mercado global, que ainda reflete a sinalização moderada do Fed sobre retirada dos estímulos ontem. Bolsas europeias e S&P futuro sobem e até as moedas emergentes, que ontem não compartilharam da resposta positiva das ações ao Fomc, hoje se valorizam. Bolsas na China fecham no azul, apesar dos receios persistentes sobre a Evergrande. Agenda destaca leilão de prefixados do Tesouro, que testa humor pós-Copom na véspera do IPCA-15, além da arrecadação e IPC-S. Em Brasília, reforma administrativa pode ser votada em comissão. No exterior, decisão do BOE e PMIs dos EUA estão no radar.


Bom dia

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