Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 23/09/2019

Os juros futuros seguiram caindo na sexta feira, movimento iniciado pelo sinal dovish do BC na quarta-feira, sem que o vaivém do dólar tenha atrapalhado a redução dos prêmios. A curva segue precificando Selic abaixo de 5% ao final do ano. O dólar, por sua vez, encerrou o dia em baixa, depois de ter chegado a superar R$ 4,18 ao final da manhã. O anúncio do Fed de NY de que estenderá as operações compromissadas até 10 de outubro fez a moeda reverter a alta, que só foi retomada momentaneamente com o cancelamento de uma visita de delegação comercial chinesa aos EUA. A queda do dólar ajudou a reduzir a 2ª alta semanal da moeda. O Ibovespa subiu e conseguiu manter o patamar de 104.000 pontos pelo 4º dia seguido, enquanto completou a 4ª semana consecutiva de avanço. Corte de juros pelo Copom e sinalização de continuidade de redução da Selic conferiram tendência positiva ao índice, com o contraponto das incertezas da guerra comercial EUA/China.


No exterior, as bolsas americanas caíram após a notícia sobre cancelamento de viagem de delegação comercial chinesa. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não quer fazer um acordo comercial parcial com a China e que os eleitores não o punirão pela guerra comercial em andamento em sua candidatura de 2020 à reeleição. O vice-presidente do Fed Richard Clarida disse, na sexta feira, que a economia global está “claramente desacelerando” e que está confiante de que o consumidor americano apoiará a economia dos EUA. O presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, disse que estímulo monetário adicional não é necessário para uma economia em que o mercado de trabalho já está apertado.


Semana de agenda carregada no Brasil começa com sentimento negativo no exterior, com bolsas europeias e euro em baixa após dados de atividade frustrarem a expectativa nas maiores economias da zona do euro. O dólar se valoriza ante maioria das demais moedas, mas pares do real se sustentam. S&P futuro também não acompanha baixa do Stoxx 600. Petróleo recua e metais têm desempenho misto em Londres. Dados europeus aumentam atenção para PMI dos EUA, que sai às 10:45. No Brasil, pesquisa Focus é aperitivo antes de ata do Copom e RTI (relatório trimestral de inflação), que devem esclarecer melhora das projeções de inflação e podem ampliar apostas em Selic abaixo de 5%. Na véspera de votação da Previdência no Senado, Bolsonaro viaja a NY, onde tentará reverter na ONU amanhã os estragos na imagem brasileira após incêndios na Amazônia. Huawei nega interesse em comprar a Oi, diz a Reuters.


Bom dia e boa semana a todos.

Posts recentes

Ver tudo

Sexta: Apetite ao risco no exterior, enquanto operadores ponderaram chance de Fed desacelerar ritmo do aperto em setembro, e relatos de fluxo doméstico sustentaram a dinâmica positiva dos ativos locai

Ontem: Avanço dos yields e realização de lucros pressionam dólar, que fechou em alta superior a 1%. Moeda renovou a máxima perto de R$ 5,17 e real anotou o pior desempenho entre emergentes. Rendimento

Ontem: Reversão da queda dos yields americanos freou o ímpeto de queda do DI, que chegou a mergulhar pela manhã com o CPI abaixo do esperado nos EUA. Inflação americana aumentou chance de 0,50pp pelo