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  • Mateus Cosac

Morning Call - 23/08/2019

O dólar subiu mais de 1% ontem, chegando a tocar nos R$ 4,08, a bolsa devolveu metade da alta da véspera e os juros futuros médios e longos avançam, embora com pouca intensidade, após dados dos EUA. Aqui, no segundo dia de atuação do BC com leilão de dólar à vista conjugado com swap reverso, a autoridade monetária colocou toda a oferta, levando analistas a acreditarem que isso pode se repetir nos próximos leilões. A colocação parcial da véspera pode ter sido uma questão de preço entre o BC e as instituições financeiras. O Ibovespa esvaziou bastante a euforia da quarta-feira em torno das privatizações e caiu mais que os índices americanos.


Lá fora, as bolsas americanas encerraram o dia em direções mistas com a expectativa pelo discurso de Jerome Powell hoje, em meio ao alinhamento de alguns dirigentes regionais do Fed contra cortes de juros adicionais. O presidente do Fed de Kansas, Esther George, disse que os EUA não precisam de taxas mais baixas, enquanto seu colega da Filadélfia, Patrick Harker, afirmou que está no modo “espera”. Robert Kaplan, do Fed de Dallas, disse que prefere ser cuidadoso sobre novos cortes de juros, mas afirmou que pretende manter a “mente aberta” sobre os próximos passos. O presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, também expressou sua oposição a cortes adicionais em 19 de agosto. Novos pedidos de seguro desemprego caíram ao menor nível em quatro semanas, indicando sinais de força no mercado de trabalho enquanto atividade nas fábricas mostrou contração pela 1ª vez desde 2009. O petróleo encerrou a sessão em queda em meio a preocupações com a demanda.


Hoje o mercado passa por um novo teste de fogo com a fala de Jerome Powell, às 11:00. Se por um lado a retomada de um tom dovish poderia amenizar as pressões cambiais, por outro a alta do dólar pode se intensificar se o presidente do Fed repetir a mensagem recente de outros dirigentes do BC americano, expondo resistências a cortes adicionais dos juros. Nesta manhã, as bolsas têm alta moderada e os yields avançam antes de fala do presidente do Fed. O dólar tem leve baixa contra pares do real e metais sobem. No cenário doméstico, a Previdência sofre revés após relator da reforma no Senado cancelar apresentação de parecer em meio a pressões por mudanças na proposta. Atraso pode chegar a cinco dias. Jornais destacam pressão externa contra queimadas e desmatamento da Amazônia, com Bolsonaro envolvendo-se em nova polêmica, agora com a França, após Macron sugerir discussão do tema no G-7 neste fim de semana.


Bom dia e um excelente final de semana a todos.

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