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  • Mateus Cosac

Morning Call - 23/07/2019

Ambiente externo calmo e sem a montanha-russa de declarações de autoridades do Fed que marcaram a semana passada permitiu ganhos aos ativos brasileiros ontem, que deram continuidade ao humor positivo alcançado com o avanço da reforma da Previdência. Falta de notícias relevantes internas também contribuiu. Ibovespa subiu com bancos, embora sem devolver toda a queda de sexta-feira (+0,48% aos 103.949 pontos). O dólar caiu (R$ 3,7395) e o real esteve entre os melhores desempenhos dentro da cesta de moedas. Os juros futuros encerraram a sessão regular em leve queda. Governo ampliou contingenciamento em R$ 1,44 bi no Orçamento de 2019, por causa da redução de receitas, e precisou utilizar R$ 809 milhões da reserva orçamentária. Secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, confirmou para esta semana anúncio de medidas relacionadas ao FGTS e PIS-Pasep.


No exterior, as ações de tecnologia lideraram a alta das bolsas americanas em início de semana que terá divulgação de balanços importantes como da Amazon. Devemos começar a ver os resultados de algumas das grandes multinacionais da indústria e empresas de tecnologia, que devem lançar mais luz sobre os efeitos da guerra comercial. O petróleo teve a maior alta em uma semana depois que a apreensão de petroleiro britânico pelo Irã elevou as preocupações de confronto que poderia atrapalhar o fornecimento no Oriente Médio.


Hoje o IPCA-15 pode mostrar novo recuo da inflação em 12 meses em julho, ao menor nível em mais de um ano. Dado pode corroborar apostas em corte de 0,50 pp da Selic, que ganharam fôlego desde a aprovação da Previdência. Liberação do FGTS pode ter valor limitado, segundo os jornais, o que poderia preservar o funding das construtoras e ainda reduzir riscos inflacionários de um saque maior. Perspectiva de inflação menor pode ser beneficiada ainda caso se confirme o choque de energia barata prometido pelo governo com o novo mercado de gás, a ser anunciado hoje. Bolsonaro comemora queda do CDS ao menor nível em cinco anos. Bolsas sobem no exterior com balanços positivos na Europa e sinais de retomada das negociações comerciais entre EUA e China, enquanto dólar tem leve alta ante maioria dos pares. EUA divulgam dado de moradia.



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