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  • Mateus Cosac

Morning Call - 23/04/2020

Ontem: Os juros futuros voltaram a despencar, dando continuidade ao amplo movimento de reprecificação visto na segunda, com ampliação das apostas de maior intensidade no corte da Selic em maio, desde que o mercado percebeu mudança de discurso das autoridades do Banco Central. A curva de juros projeta corte de 0,75 pp no mês que vem e mais reduções em junho e agosto. A guinada nos juros teve impacto direto no dólar, que renovou recorde e ainda bateu máximas ao final da tarde, acima de R$ 5,46, após o governo anunciar um plano para a recuperação da economia pós-crise do coronavírus. O plano em elaboração na Casa Civil é diferente do que está em discussão no Ministério da Economia, segundo o secretário especial de Desestatização, Salim Mattar. Valorização da moeda americana no exterior também contribuiu no movimento do câmbio aqui, mas o real teve o pior desempenho global e também entre emergentes. Já o Ibovespa engatou numa alta junto com as bolsas de NY e encerrou com avanço de mais de 2%, no maior nível em mais de um mês, com otimismo sobre eventual reabertura da economia nos EUA, Europa e aqui. A perspectiva levou as varejistas aos maiores ganhos percentuais do Ibov. No EXTERIOR, as bolsas americanas subiram após nova leva de divulgação de balanços e otimismo com eventual retomada da atividade. O petróleo se recuperou depois que Donald Trump disse à Marinha que destruísse qualquer barco iraniano que ameaçar navios americanos no mar, embora excesso de oferta ainda assombre o mercado. Hoje: O Banco Central segue no radar após o mercado de juros elevar apostas em corte da Selic para até 1,25 pp no ano e interromper alívio da curva do DI. Campos Neto volta a participar de eventos hoje, embora fechados, com Fitch, BIS e Morgan Stanley. Notícia sobre divergência entre Casa Civil e Economia no plano pós-crise também foi citada entre fatores negativos, mas Guedes tenta impor limites. Agenda é fraca no Brasil, destacando IPC-S, mas forte nos EUA, com seguro-desemprego e PMIs. Aperitivo amargo veio dos PMIs da zona do euro, com queda recorde como efeito da pandemia. Bolsas externas e moedas têm desempenho misto e petróleo mantém reação, mas ainda em níveis muito baixos. Bom dia a todos.

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